Empiema pleural direito com necessidade de decorticação pulmonar
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238301Keywords:
Empiema Pleural, Drenagem, Complicações, Decorticação PulmonarAbstract
O empiema pleural é a coleção purulenta no espaço pleural, geralmente decorrente de complicações infecciosas como pneumonia, infecção pleural ou tuberculose. O tratamento inicial inclui antibioticoterapia e drenagem pleural, mas em casos avançados com formação de capa fibrótica e restrição da expansão pulmonar, a decorticação pulmonar por toracotomia torna-se necessária para remover o tecido fibrótico e restaurar a função pulmonar.Relato de Caso Um paciente masculino de 54 anos apresentou tosse seca, dispneia progressiva e febre por duas semanas. Iniciou antibioticoterapia domiciliar, porém evoluiu com piora da dispneia, chegando a apresentar dificuldade respiratória em repouso. No pronto-socorro, encontrava-se hemodinamicamente estável, consciente, com saturação de oxigênio de 91% sob oxigênio suplementar (3 L/min). Ao exame físico, apresentava murmúrios vesiculares reduzidos no hemitórax direito, sem dor torácica e sem dispneia no momento da avaliação. Os exames laboratoriais mostraram anemia leve, leucócitos normais e PCR elevada. Em uso de ceftriaxona e clindamicina, realizou tomografia que evidenciou derrame pleural loculado com realce dos folhetos pleurais, sugerindo exsudato. Diante da evolução clínica, indicou-se toracotomia exploradora. Durante o procedimento, encontrou-se capa fibrótica na loja pleural do pulmão direito e líquido xantocrômico na aspiração. Realizou decorticação pulmonar, removendo o tecido fibrótico e promovendo expansão pulmonar. O dreno pleural foi mantido e posteriormente retirado. O paciente recebeu alta com retorno ambulatorial programado.Discussão O empiema pleural é uma complicação grave de infecções pulmonares, caracterizado por pus no espaço pleural e formação de tecido fibrótico que impede a expansão pulmonar. O tratamento inicial com antibióticos e drenagem pode ser insuficiente em fases avançadas, quando a decorticação pulmonar se torna necessária para remoção da capa fibrótica e restauração da função pulmonar. A cirurgia pode ser realizada por toracotomia ou videotoracoscopia, dependendo do caso. Este relato destaca a importância do diagnóstico precoce e manejo agressivo para evitar sequelas pulmonares.
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References
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