Neurofibromatose tipo 1 plexiforme pélvica

Authors

  • Marcos Alexandre de Almeida Lima Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (unauthenticated)
  • Ana Cristina Aoun Tannuri Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238750

Keywords:

Neurofibromatose, Usg, Radiologia, Plexiforme, Diagnóstico, Tratamento

Abstract

 A neurofibromatose tipo 1 (NF1) é uma doença genética autossômica dominante, caracterizada por tumores benignos comuns e manifestações clínicas variadas, como manchas café com leite, neurofibromas cutâneos e plexiformes, além de alterações sistêmicas. Cerca de 20-50% dos casos resultam de mutações germinativas novas. Os neurofibromas plexiformes, frequentemente internos, podem causar efeitos de massa, gerando morbimortalidade significativa. Este relato visa demonstrar as dificuldades no diagnóstico e tratamento do NF1 plexiforme. Relato de Caso:Uma paciente do sexo feminino, parda, iniciou investigação aos 6 anos devido a baixa estatura, manchas café com leite e clitoromegalia, sem outros sintomas associados. O histórico indicava clitoromegalia desde o nascimento. Encaminhada para endocrinologia e genética, levantou-se a hipótese de NF1. Ultrassonografia abdominal e pélvica revelou dilatação ureteral bilateral sem obstrução. Na avaliação nefrológica, identificou-se enurese primária e perdas urinárias diurnas. Exames complementares mostraram cicatrizes renais, hidronefrose bilateral, ausência de refluxo vesicoureteral e tecido espessado retrovesical, suspeito de neurofibroma plexiforme. A paciente foi submetida a biópsia videolaparoscópica, confirmando o diagnóstico. Após avaliação oncológica, realizou-se ressecção parcial da massa, com colocação de cateter duplo J e sonda vesical. Três meses depois, nova massa no hipogástrio sugeriu recidiva, levando à ressecção em bloco com bexiga e derivação urinária. Posteriormente, realizou-se cirurgia de Bricker com neobexiga e passagem de duplo J. O estudo genético identificou a variante patogênica c.4330A>G p.(Lys1444Glu) no gene NF1. Discussão:A NF1 apresenta alta variabilidade fenotípica, mesmo entre familiares, devido à elevada taxa de mutação no gene NF1 (cromossomo 17). A paciente manifestou sinais clássicos da doença na infância, além de raras alterações geniturinárias, como clitoromegalia e hidronefrose bilateral. O neurofibroma plexiforme retrovesical causou obstrução urinária e demandou múltiplas intervenções cirúrgicas, evidenciando a morbidade associada a tumores volumosos e acometimento visceral. 

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References

Neurofibromatosis Type 1: New Developments in Genetics and Treatment. Wilson BN, John AM, Handler MZ, Schwartz RA. Journal of the American Academy of Dermatology. 2021;84(6):1667-1676. doi:10.1016/j.jaad.2020.07.105.

Published

2025-07-04

How to Cite

Lima, M. A. de A. ., Tannuri, A. C. A. ., & Martines, B. (2025). Neurofibromatose tipo 1 plexiforme pélvica. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238750. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238750