Tumor neuroendócrino bem diferenciado (carcinoide típico) de pulmão em paciente tabagista: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238923Keywords:
Tumor Neuroendócrino Pulmonar, Carcinoide Típico, Neoplasia de Baixo Grau, Tabagismo, Ressecção Cirúrgica, Diagnóstico HistopatológicoAbstract
O tumor carcinóide típico do pulmão é uma neoplasia neuroendócrina de crescimento lento, geralmente localizada nas vias aéreas centrais. Pode manifestar-se com sintomas respiratórios inespecíficos, como tosse seca e dispneia. O diagnóstico diferencial é amplo, incluindo outras causas de infiltrado intersticial e neoplasias pulmonares, sendo a confirmação histopatológica essencial para o manejo adequado. O tratamento é individualizado, com ênfase na abordagem cirúrgica e acompanhamento oncológico especializado.Relato de Caso: Um homem de 63 anos, tabagista, procurou atendimento médico devido a dispneia há 15 dias, com piora recente e tosse seca, sem perda ponderal. No exame físico, apresentava-se em bom estado geral, eupneico, com murmúrio vesicular presente e simétrico. A radiografia de tórax revelou infiltrado intersticial difuso, e a tomografia computadorizada demonstrou massa pulmonar no segmento ápico posterior do lobo superior esquerdo, medindo 4,5 cm, com provável extensão pleural costal apical e características sugestivas de neoplasia pulmonar primária. A biópsia pulmonar confirmou tumor neuroendócrino bem diferenciado, caracterizando tumor carcinóide típico. O paciente foi encaminhado para tratamento oncológico especializado. Discussão: O tumor carcinóide típico do pulmão é uma neoplasia neuroendócrina de baixo grau, representando cerca de 1% a 2% dos cânceres pulmonares. Histologicamente, diferencia-se do carcinóide atípico pela baixa taxa mitótica (<2 mitoses por 10 campos de alta potência). Frequentemente diagnosticado incidentalmente, apresenta sintomas discretos como tosse, hemoptise, sibilância e dispneia. Síndromes endócrinas são raras. O tratamento primário é a ressecção cirúrgica, preferencialmente com técnicas de preservação do parênquima, como lobectomia, associada à dissecção de linfonodos. Terapias endobrônquicas podem ser alternativas em casos selecionados. O prognóstico é geralmente excelente, embora o acompanhamento a longo prazo seja necessário devido ao risco de metástases tardias. Fatores prognósticos negativos incluem histologia atípica e metástases linfonodais no diagnóstico.
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