Gripe num hospital central no pico epidémico de 2018
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v99i1p8-15Palavras-chave:
Vírus da influenza A Subtipo H1N1, Vírus da influenza A, Vírus da influenza B, Epidemias, Portugal/epidemiologia, Influenza, H1N1, Gripe do tipo A e BResumo
Introdução: A gripe constitui uma ameaça global para a saúde pública agravada pelo aumento da esperança de vida. É responsável por inúmeras hospitalizações, mortes e gastos no setor da saúde todos os anos. Objetivos: Caracterizar e determinar o perfil analítico da amostra com diagnóstico de gripe num Hospital Central, durante o mês de janeiro de 2018. Analisaram-se as seguintes variáveis: idade, género, diagnóstico na alta, tempo de internamento e alterações analíticas. Material e métodos: Estudo observacional, retrospetivo, com recolha de informação do processo clínico (ALERT e SClinico) e tratamento de dados em Microsoft Excel®. Foram selecionados 131 pacientes como Kit Xpert FLU (GeneXpert®) positivo com idade ≥18 anos. Resultados: 58,8% dos pacientes pertenciam ao sexo feminino e a média de idades foi de 67,1 anos. 20.6% eram Gripe do tipo A, destes 9% são H1N1 e 79,4% Gripe do tipo B. A nível analítico: 63,6% dos doentes não apresentavam alterações dos leucócitos na admissão (mas destes 62,8% apresentavam neutrofilia e 65,1% linfopenias relativas) e 46,5% trombocitopenia. Discussão: O presente estudo permitiu também avaliar a abordagem diagnóstica da gripe e estabelecer um perfil analítico de suspeição do doente com gripe. Conclusão: O perfil analítico permite juntamente com a clínica, uma orientação de suspeição para gestão dos recursos de diagnósticos virológico rápido, importante para o início de terapia antiviral, implementação de medidas de controle de infeção e prevenção para pacientes com gripe. A positividade implicou um elevado número de internamentos em isolamento