Avaliação da automedicação entre estudantes de medicina de uma instituição de ensino de Alagoas
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v98i6p367-373Palavras-chave:
Automedicação, Estudantes de medicina, Estimulantes, Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentos, Psicotrópicos, BrasilResumo
O uso medicamentoso de substâncias químicas na sociedade moderna tem crescido gradativamente. Nesse contexto, a prática de automedicação por profissionais e acadêmicos da área de saúde tem sido cada vez mais frequente, levando a uma preocupação quando se avalia o consumo abusivo de psicofármacos. A partir dessa problemática, relevante à saúde pública, se faz importante desenvolver meios e métodos que possam orientar com cautela sobre os riscos do uso indiscriminado de medicamentos. Objetivo: Avaliar a prática de automedicação e as particularidades atribuídas a ela entre estudantes de medicina de uma instituição de ensino superior. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo do tipo transversal com abordagem quantitativa realizado no Centro Universitário CESMAC através de questionários aplicados aos acadêmicos de medicina. Das 9 turmas disponíveis para realização da pesquisa, todas tiveram os dados coletados e seus resultados interpretados a partir de bancos de dados criados utilizando o programa Microsoft Office Excel. Resultados e Discussões: 280 voluntários relataram fazer uso de automedicação, sendo essa representada em sua maior parte pelos anti-inflamatórios e apenas 4 pessoas alegaram se utilizar o metilfenidato por conta própria antes das provas. Conclusão: É evidente que o hábito de automedicação de maneira inadequada acarreta em consequências indesejáveis e no mascaramento de doenças evolutivas, o que se configura, portanto, em uma atividade a ser prevenida, assim como a utilização racional de medicamentos e a recomendação de profissional especializado devem ser enfatizadas.