A automedicação com antibacterianos pelos estudantes dos cursos de graduação da área da saúde
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v105i1e-227176Palavras-chave:
automedicação, antibacterianos, acadêmicosResumo
A automedicação, uma medida cultural de autocuidado adotada pela população em geral,possui o potencial de se tornar um problema importante para a vida em sociedade. Considerando-se o uso de antibacterianos sem intermédio de orientação médica, a sua prática representa um importante problema de saúde pública, tendo-se em vista o desenvolvimento da chamada resistência antimicrobiana. O presente estudo analisou a ocorrência da realização da automedicação em cursos da área da saúde da Universidade do Vale do Taquari - Univates, localizada em Lajeado, Rio Grande do Sul. Para tanto, foi realizado um questionário contendo 25 questões objetivas e uma subjetiva, aplicado de forma online, para os acadêmicos dos cursos de graduação da área da saúde, sendo eles Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Medicina e Odontologia. O recorte temporal estudado abrangeu setembro até novembro de 2023. No total, 89 alunos participaram da pesquisa e, destes, 32 alegaram possuir o costume de se automedicar com antibacterianos. Conclui-se que, apesar dos indivíduos envolvidos estarem integrados em cursos de graduação relacionados com cuidados à saúde e estudo dos tratamentos farmacológicos existentes, estes fazem a prática da automedicação, o que se mostra contraditório às expectativas. Para deter a automedicação com antibacterianos entre estudantes da saúde, é essencial adotar estratégias educativas como palestras e campanhas de conscientização, visando informar sobre os riscos e promover uma mudança de comportamento.
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