Determinantes comunitários da mortalidade em pessoas de meia-idade e idosas: evidências do período da pandemia e pós-pandemia
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v105i2e-234700Palavras-chave:
Idoso, COVID-19, Mortalidade, Pessoa de Meia-IdadeResumo
Introdução: A população mais velha enfrenta maior risco de complicações e morte devido a condições de saúde e isolamento social. A pandemia da COVID-19 agravou esses fatores e elevou a mortalidade. Objetivo: Identificar os determinantes comunitários da mortalidade em pessoas de meia-idade e idosas, durante e após a pandemia. Material e métodos: Trata-se de um estudo longitudinal e quantitativo com 300 participantes com 45 anos ou mais, cadastrados em Unidades de Saúde da Família de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. A pesquisa avaliou os participantes em três momentos: antes da pandemia (2018/2019), durante (2021) e após (2023). Coletaram-se dados sociodemográficos, condições de saúde e óbitos em 2021 e 2023. Utilizou-se regressão logística binomial para análise dos fatores associados à mortalidade. Resultados: A linha de base mostrou que a maioria da amostra era do sexo feminino (65,7%), casado (56,0%), com média de 60,9 anos e 5,7 anos de escolaridade. O uso diário médio foi de 2,3 medicamentos; 10,3% relataram internação recente; 29,0% sofreram queda; 56,7% apresentaram hipertensão; 25,7% tinham diabetes mellitus; 46,6% eram obesos; 18,7% fumavam; 60,3% eram inativos fisicamente e 56,7% tinham sintomas depressivos. A taxa de mortalidade foi 4,7% durante a pandemia e 1,8% após, totalizando 6,3%. Internações recentes aumentaram o risco de morte (OR=5,49 na pandemia e OR=4,50 no geral), assim como o tabagismo (OR=4,24 na pandemia e OR=3,86 no geral). Conclusão: Internação recente e tabagismo foram associados a uma maior mortalidade, sugerindo que o acompanhamento após alta hospitalar e ações para cessação do tabagismo podem reduzir riscos de morbimortalidade e promover maior qualidade de vida para a população mais velha.
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