Enfrentamento à pandemia de covid-19 em uma população de pessoas idosas: fatores de resiliência
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v105i3e-236144Palavras-chave:
Pessoa idosa, COVID-19, Qualidade de vida, Saúde mentalResumo
O presente estudo teve como objetivo avaliar a relação entre a pandemia de COVID-19, a qualidade de vida e as condições emocionais de pessoas idosas residentes em Diamantina-MG, considerando fatores sociodemográficos como estado civil, escolaridade e renda. Trata-se de um estudo observacional, exploratório e descritivo, com abordagem quantitativa e corte transversal, envolvendo 75 voluntários recrutados por meio das Estratégias de Saúde da Família e do Centro Especializado em Reabilitação. Os dados foram coletados por meio da aplicação de questionários validados, incluindo o SF-36 e a Escala de Depressão Geriátrica, e analisados estatisticamente por meio dos testes de Kruskal-Wallis, Mann-Whitney e Spearman. Entre os participantes, 64% eram mulheres, e a maioria possuía, no máximo, o ensino fundamental. A renda predominante era de até dois salários mínimos, e 28% dos idosos testaram positivo para COVID-19, dos quais 19% necessitaram de hospitalização. As análises revelaram que variáveis como capacidade funcional, vitalidade e aspectos físicos, emocionais e sociais apresentaram correlações significativas com a saúde mental e a qualidade de vida. Contudo, não foram identificadas associações estatisticamente significativas entre a infecção por COVID-19 e os domínios avaliados. A pesquisa destacou a importância de fatores protetivos, como o apoio conjugal e a espiritualidade, na mitigação dos efeitos negativos, o que sugere a necessidade de abordagens holísticas e multidisciplinares na assistência a essa população
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