Carcinoma urotelial invasivo de bexiga em paciente idoso: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238299Palavras-chave:
Carcinoma Urotelial de Bexiga, Neoplasia Vesical, Câncer Urológico, Cistectomia Radical, Reconstrução Urinária Tipo Bricker, Diagnóstico por Imagem UrológicaResumo
O carcinoma urotelial da bexiga é a neoplasia mais comum do trato urinário inferior, com maior incidência em pacientes idosos. A hematúria, muitas vezes o primeiro sintoma, alerta para tumores vesicais, especialmente quando persistente e associada a lesões vegetantes em exames de imagem. A invasão da musculatura detrusora indica doença avançada, que requer tratamento agressivo, geralmente cirurgia radical. Relato de Caso Um paciente masculino de 75 anos apresentou hematúria macroscópica intermitente por aproximadamente oito meses. Procurou atendimento após notar sangue na urina, sem outros sintomas. A ultrassonografia abdominal identificou lesão vegetante intra-vesical de cerca de 8 cm, levando à realização de ressecção transuretral de tumor (RTU) para diagnóstico e tratamento inicial. O exame anatomopatológico confirmou carcinoma urotelial invasivo da musculatura detrusora. A tomografia computadorizada de abdome e pelve revelou lesão vegetante irregular na parede posterior da bexiga, estendendo-se ao assoalho vesical e parede lateral esquerda, medindo 6,2 x 2,5 cm, com sinais de infiltração transmural. A lesão comprometia a junção ureterovesical esquerda, causando hidronefrose moderada e afilamento do parênquima renal. Outras lesões menores estavam presentes nas paredes vesicais anterior e posterior à direita e no assoalho vesical direito. Diante da extensão e invasão muscular, realizou-se cistectomia radical com reconstrução urinária tipo Bricker. O paciente evoluiu bem e permanece em acompanhamento oncológico regular, sem recidiva.Discussão O carcinoma urotelial invasivo da bexiga representa desafio diagnóstico e terapêutico, especialmente em idosos com comorbidades. A hematúria persistente exige investigação detalhada por imagem e endoscopia. A ultrassonografia detecta lesões vegetantes, mas a tomografia avalia melhor a extensão tumoral e complicações, como infiltração transmural e obstrução ureteral. A invasão da musculatura detrusora indica pior prognóstico e necessidade de tratamento agressivo. A cistectomia radical é padrão-ouro, e a reconstrução tipo Bricker restaura a função urinária, exigindo acompanhamento rigoroso.
Downloads
Referências
-
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Mateus Simões de Barros, Gabriel Cordeiro Polo Mendes, Victor José Santos Sousa, Pedro Gelly Lorente, Brenda Martines, Rodrigo Frati

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.