Abscesso glúteo com extensão para fossa isquioretal em paciente adulto: relato de caso e manejo clínico-cirúrgico
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238340Palavras-chave:
Abscesso Glúteo, Fossa Isquioretal, Drenagem Cirúrgica, Antibioticoterapia, Streptococcus Pyogenes, Enterococcus FaecalisResumo
Abscessos de partes moles são coleções purulentas que causam dor, edema, calor local e podem gerar dificuldade funcional. O tratamento envolve antibióticos e, frequentemente, drenagem cirúrgica, especialmente em coleções extensas ou com sinais de infecção avançada. Este relato apresenta um caso de abscesso glúteo com extensão para a fossa isquioretal, abordando diagnóstico, tratamento e evolução clínica. Relato de Caso: Paciente masculino de 55 anos procurou o pronto-socorro com dor e inchaço no glúteo esquerdo há três dias. Relatou início súbito de dor intensa, hiperemia, calor local, edema volumoso e dificuldade para deambular. Iniciou tratamento empírico com ceftriaxona e clindamicina. Após dois dias, houve saída espontânea de secreção purulenta e fétida, motivando transferência para hospital de referência. Negava comorbidades, cirurgias prévias ou alergias. No exame físico, apresentava-se em bom estado geral, sinais vitais estáveis e orifício de 3 cm na região glútea esquerda, com saída abundante de secreção purulenta e densificação dos tecidos adjacentes. O toque retal revelou abaulamento da parede lateral esquerda. A tomografia computadorizada mostrou coleção multisseptada na fossa isquioretal esquerda, com extensão para a região glútea. Indicou-se drenagem cirúrgica do abscesso, realizada com sucesso, e antibioticoterapia com ceftriaxona e metronidazol. Culturas do material purulento identificaram Enterococcus faecalis e Streptococcus pyogenes. O paciente apresentou melhora clínica lenta e progressiva, com resolução do quadro infeccioso e cicatrização adequada. Recebeu alta hospitalar no 14º dia pós-operatório, com acompanhamento ambulatorial.Discussão:Abscessos glúteos podem se estender para espaços profundos, como a fossa isquioretal, dificultando o tratamento e aumentando o risco de complicações. A combinação de drenagem cirúrgica e antibioticoterapia adequada é fundamental para o sucesso terapêutico. O exame microbiológico orienta a escolha dos antimicrobianos, garantindo cobertura para agentes comuns. O diagnóstico precoce, manejo cirúrgico eficaz e suporte clínico adequado são essenciais para a evolução favorável, prevenindo complicações locais e sistêmicas.
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Referências
Anorectal Emergencies: WSES-AAST Guidelines. Tarasconi A, Perrone G, Davies J, et al. World Journal of Emergency Surgery : WJES. 2021;16(1):48. doi:10.1186/s13017-021-00384-x. Copyright License: CC BY
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