Adenocarcinoma de reto baixo com necessidade de colostomia de alça
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238452Palavras-chave:
Neoplasia, Trato Gastrointestinal, Reto, Colostomia, Derivação Intestinal, EstadiamentoResumo
Câncer de reto é uma neoplasia comum do trato gastrointestinal inferior, frequentemente manifestando-se por sangramento anal, alteração do hábito intestinal, dor abdominal e perda de peso. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem e colonoscopia, sendo a biópsia fundamental para confirmação histopatológica. O tratamento varia conforme o estágio, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Em tumores avançados próximos à borda anal, procedimentos paliativos como colostomia podem ser necessários para controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida. Relato de Caso Homem de 55 anos apresentou sangramento anal há 15 dias, com piora progressiva e queda do estado geral. Relatou episódios semelhantes nos meses anteriores, além de perda de peso e anorexia. No exame físico, encontrava-se em mau estado geral, descorado, eupneico, sonolento e lentificado. O abdome não apresentava dor ou massas palpáveis. À inspeção anal, observou-se massa vegetante a 1 cm da borda anal, com secreção serossanguinolenta, sem enterorragia. Exames laboratoriais evidenciaram anemia grave (Hb6,2 g/dL) e leucocitose (17.510/mm³). Tomografia revelou tumor de reto baixo com extensão de 7,3 cm, com invasão extramural, infiltração do elevador do ânus, esfíncter externo e fossa isquiorretal, além de pequena coleção associada. Realizou-se laparotomia mediana, aspiração de ascite clara e colostomia em alça no flanco esquerdo. O paciente foi encaminhado à UTI e, posteriormente, ao seguimento oncológico. Discussão Adenocarcinoma de reto é o subtipo histológico mais comum do câncer retal, frequentemente apresentando sintomas como sangramento anal, dor e alteração do hábito intestinal. A extensão tumoral para estruturas adjacentes, como esfíncteres e fossa isquiorretal, indica doença localmente avançada e pior prognóstico. O tratamento depende do estágio: em casos iniciais, a cirurgia pode ser curativa; em estágios avançados, a quimiorradioterapia neoadjuvante e procedimentos paliativos, como colostomia, são indicados para controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida.
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