Adenocarcinoma de reto distal avançado: estadiamento tumoral por ressonância magnética
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238453Palavras-chave:
Neoplasia, Colorretal, Rastreamento, Estadiamento, Prognóstico, TratamentoResumo
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias malignas mais comuns, com mais de 154.000 novos casos anuais nos Estados Unidos, sendo o adenocarcinoma o subtipo histológico predominante. O rastreamento em pacientes assintomáticos é fundamental para reduzir a mortalidade, já que o diagnóstico em fases sintomáticas geralmente indica doença avançada e pior prognóstico. A ressonância magnética (RM) é um exame avançado, não invasivo, essencial para o estadiamento tumoral, definição do prognóstico e planejamento terapêutico. Este relato descreve um caso de adenocarcinoma de reto distal diagnosticado em estágio avançado em paciente sem rastreamento prévio. Relato de Caso Uma mulher de 62 anos procurou atendimento em 2023, relatando perda ponderal não intencional de 28 kg em seis meses, constipação progressiva, fezes afiladas, escurecidas e sanguinolentas, além de náuseas e vômitos. A primeira colonoscopia, em junho de 2024, identificou lesão úlcero-infiltrativa circunferencial no canal anal e reto distal, com biópsia confirmando adenocarcinoma tubular moderadamente diferenciado invasivo. A ressonância magnética de pelve mostrou tumor classificado como rmT3cN0, com invasão vascular extramural e comprometimento da fáscia mesorretal. A paciente realizou quimiorradioterapia neoadjuvante, com resposta parcial, seguida de amputação abdominoperineal videolaparoscópica com linfadenectomia e excisão total do mesorreto. O exame anatomopatológico confirmou adenocarcinoma tubular e cribriforme, moderadamente diferenciado, sem invasão linfovascular, perineural ou linfonodal. O pós-operatório evoluiu sem intercorrências relevantes. Discussão A maioria dos casos de CCR é diagnosticada após o início dos sintomas, como sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, fezes afiladas e perda de peso, sintomas que geralmente indicam doença avançada. A RM é imprescindível para avaliar a extensão tumoral, invasão de estruturas adjacentes e status das margens de ressecção, orientando o tratamento. Em tumores avançados, a combinação de quimiorradioterapia neoadjuvante e cirurgia é o padrão, visando ressecção completa e controle loco-regional.
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Referências
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