Intervenção precoce em hidronefrose obstrutiva: relato de sucesso na reversão de insuficiência renal aguda
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238703Palavras-chave:
Hidronefrose Obstrutiva, Cateter Duplo J, Insuficiência Renal Aguda, Rim Único, Emergência Não Traumática, Obstrução de Sistema UrinárioResumo
A obstrução aguda do trato urinário é uma causa importante de insuficiência renal aguda, especialmente quando associada à hidronefrose significativa. O diagnóstico e o tratamento precoces são essenciais para evitar danos renais irreversíveis e melhorar o prognóstico do paciente. Este relato descreve o manejo bem-sucedido de uma paciente com insuficiência renal aguda secundária à hidronefrose obstrutiva, tratada por desobstrução endourológica. Relato de Caso: Uma mulher de 88 anos, com rim esquerdo único, procurou o PS com dor em cólica no flanco esquerdo há três dias, acompanhada de redução progressiva do débito urinário. Ao ser admitida, encontrava-se hemodinamicamente estável, porém relatava oligúria nas últimas 24 horas. Os exames laboratoriais evidenciaram elevação significativa da creatinina sérica (4,6 mg/dL). A tomografia computadorizada de abdome revelou rim esquerdo aumentado de volume, ausência de cálculos e hidronefrose acentuada até a junção ureterovesical, sem causas extrínsecas evidentes para a obstrução. Diante do quadro, indicou-se intervenção urológica de emergência. Foi submetida à passagem de cateter duplo J no ureter esquerdo, procedimento realizado sem intercorrências. No pós-operatório imediato, foi encaminhada à UTI para monitorização. A evolução clínica foi favorável, com melhora progressiva da diurese, redução da creatinina sérica para 0,75 mg/dL e normalização dos distúrbios hidroeletrolíticos. Após estabilização, recebeu alta hospitalar com orientações para seguimento ambulatorial em nefrologia e urologia.Discussão: Este caso ilustra a importância do reconhecimento precoce da obstrução urinária como causa reversível de insuficiência renal aguda. A tomografia computadorizada permitiu identificar com precisão o nível e a causa da obstrução, orientando a conduta terapêutica. A desobstrução por cateter duplo J mostrou-se eficaz, promovendo rápida recuperação da função renal. O acompanhamento ambulatorial é fundamental para investigação etiológica, prevenção de recorrências e monitoramento de sequelas renais.
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Referências
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