Traumatismo esplênico: importância do seguimento clínico no tratamento conservador

Autores

  • Willian Nogueira Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • João Vinicius Batista Amato Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Larissa dos Santos Pedroso Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Lídice Valeriana Oliveira Diop Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238907

Palavras-chave:

Esplenectomia, Trauma Esplênico, Hematoma Subcapsular, Trauma, Falha de Tratamento Conservador, Laparotomia Exploradora

Resumo

O baço, localizado no hipocôndrio esquerdo, é um órgão ricamente vascularizado e suscetível a lesões traumáticas, especialmente em acidentes automobilísticos, agressões físicas ou quedas. O traumatismo esplênico é uma condição cirúrgica relevante, com risco significativo de hemorragia. A classificação do trauma esplênico pela American Association for the Surgery of Trauma (AAST), de grau I a V, orienta a escolha entre tratamento conservador e cirúrgico. O acompanhamento clínico rigoroso é fundamental, pois há risco de piora tardia e necessidade de intervenção cirúrgica. Relato de Caso: Um homem de 37 anos, vítima de agressão física com socos, chutes e golpe com madeira há sete dias, realizou tomografia que identificou lesão esplênica grau II e fraturas do sétimo ao décimo arco costal à esquerda. Inicialmente, optou-se por tratamento conservador. O paciente retornou com dor abdominal e dor no ombro esquerdo. Na admissão, apresentava-se hemodinamicamente estável, descorado, desidratado, com vias aéreas pérvias, eupneico, normotenso e taquicárdico, além de ferimentos suturados na face. Nova tomografia revelou blush arterial intraparenquimatoso (lesão grau IV), extenso hematoma pericapsular (6,5 cm), laceração de 5,2 cm no parênquima e grande quantidade de líquido livre abdominal. Diante do sangramento ativo, realizou-se esplenectomia para controle da hemorragia.Discussão:O traumatismo esplênico é uma das principais causas de lesão de órgãos sólidos abdominais, com potencial para sangramento significativo. O tratamento pode ser conservador em lesões de grau I a III, mas requer acompanhamento clínico rigoroso devido ao risco de falha e progressão da hemorragia. No caso relatado, o paciente evoluiu de lesão grau II para grau IV, necessitando esplenectomia. O relato destaca a importância do seguimento clínico em pacientes submetidos a tratamento não cirúrgico, permitindo intervenção rápida em caso de piora e prevenindo complicações graves.

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Referências

Di Sabatino A, Carsetti R, Corazza GR. Post-splenectomy and hyposplenic states. Lancet 2011; 378:86.

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Publicado

2025-07-07

Como Citar

Nogueira, W. ., Amato, J. V. B. ., Pedroso, . L. dos S. ., Diop, L. V. O. ., Martines, B., & Frati, R. (2025). Traumatismo esplênico: importância do seguimento clínico no tratamento conservador. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238907. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238907