Diálogo sobre improvisação, composição e performance: sobre singularidade, complexidade e contexto
DOI:
https://doi.org/10.11606/rm.v15i1.114707Palavras-chave:
Composição, Improvisação, Interação, Performance, Sistemas complexosResumo
Este diálogo virtual que coloca em jogo duas posições aparentemente opostas, na realidade expõe ideias complementares sobre a improvisação. Marcel Cobussen lida com a complexidade dos ambientes interativos e singulares e busca ampliar o alcance do conceito, apontando para a presença inevitável de um certo grau de improvisação em qualquer performance musical. Para ele, a improvisação está sempre presente. Rogério Costa, por sua vez afirma que, se por um lado essa visão mais ampla pode contribuir para a superação de categorizações rígidas e simplistas, por outro lado, pode, eventualmente, reduzir o poder dos ambientes centrados especificamente sobre a improvisação. A partir deste ponto de vista ele enfatiza o significado social da improvisação livre em contextos musicais específicos no Brasil. As diferenças aparentes entre as duas abordagens se devem principalmente às diferentes perspectivas a partir das quais cada um dos pesquisadores tece suas reflexões. As várias questões levantadas durante o diálogo - algumas delas aparentemente sem resposta - podem servir como pontos de partida para novos debates e discussões que contribuam para o aprofundamento das pesquisas sobre o assunto.
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Referências
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Direitos autorais (c) 2015 Marcel Cobussen, Rogério Costa

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