Feminismo e política na música erudita no Brasil

Autores

  • Thais Fernandes Santos Universidade Federal do Rio Grande do Sul image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.11606/rm.v19i1.158102

Palavras-chave:

Feminismo, música erudita, política, orquestras brasileiras

Resumo

Este estudo busca discutir a representação das mulheres em posições de destaque na música erudita brasileira. Para tanto, verificamos e contabilizamos o número de mulheres regentes, solistas e compositoras convidadas pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), durante as duas fases da orquestra: antes e durante a gestão de Marin Alsop, única mulher a assumir o cargo de regente titular e diretora artística da instituição. Acreditamos que trabalhos quantitativos sobre o papel das mulheres em áreas específicas podem contribuir para a discussão sobre a reprodução da hierarquia do conhecimento e a representatividade feminina. Os resultados apresentados no estudo são significativos e apontam para a diferença de gênero em relação às funções de prestígio, expressando, assim, a estrutura dos saberes e a inserção das mulheres no campo político das instituições. A discussão apresentada nesta pesquisa exploratória aponta para a necessidade de aprofundamento na temática do feminismo e da política, buscando avançar o conhecimento na área.

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Publicado

2019-07-03

Edição

Seção

Artigos - Dossiê Temático: “(Re)Orquestrar: Perspectivas interdisciplinares sobre música sinfônica”

Dados de financiamento

Como Citar

Santos, T. F. (2019). Feminismo e política na música erudita no Brasil. Revista Música, 19(1), 220-240. https://doi.org/10.11606/rm.v19i1.158102