Sobre a performance: o ponto de vista da musicologia
DOI:
https://doi.org/10.11606/rm.v13i1.55105Palavras-chave:
análise musical, Chopin, “conceito de obra”, musicologia histórica, práticas interpretativas, variantes composicionaisResumo
Este artigo examina uma série de abordagens musicológicas em relação à performance musical. Aborda-se, primeiramente, o lugar da música erudita ocidental no âmbito do mundo da performance em geral; em seguida, consideram-se os meios retrospectivos pelos quais os musicólogos investigaram performances individuais e as diversas questões relacionadas. Em seguida, a discussão se volta para a aplicação prática da pesquisa à performance. Um estudo de caso do Noturno em Mi bemol maior Op. 9 No. 2 de Chopin demonstra como as lacunas entre a pesquisa e a prática podem ser preenchidas de modo a realçar o momento de verdade que cada performance representa. A ênfase é colocada sobre a necessidade tanto de uma mediação como de uma compreensão contextualizada do que quer que seja que a investigação histórica, analítica, bem como outros modos de pesquisa, possam oferecer ao intérprete.
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