Barulhinho do vapo vapo: thinking through sound and sonic blackness

Authors

DOI:

https://doi.org/10.11606/rm.v24i1.225636

Keywords:

black music, afrodisporic music, black epistemologies

Abstract

The idea of "black music" is constantly evoked in the press, academic research, and among fans and artists. But what exactly are we talking about when we think of black music? Is it any and all music played by black people? Or are we talking about music predominantly listened to by black people? Or perhaps it is the case of the most popular musical genres in outskirts of the cities, where the black population has been pushed? This article presents the theoretical proposal of sonic blackness as a means to investigate the issue by breaking away from a view that asserts "black music" as a biological or sociological determinant. In contrast, sonic blackness is configured as a methodological principle to analyze black music as an epistemology and artistic discourse. Dissociating from the logic of representation and representativeness (which would identify black music as music only made by black people and/or predominantly appreciated by black people), sonic blackness brings to the forefront reflections on creative methods, artistic forms, and dark aesthetic imaginations—that is, modes of creation that make racialization a radical formal proposition capable of challenging the musical conceptions of the Western hegemonic white tradition. In this way, we insist on an epistemology of thinking through sound, taking it as a system of thought in its own right, in which new questions and premises emerge in the studies of sound, music, and blackness.

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Author Biography

  • G. G. Albuquerque, Federal University of Pernambuco

    GG Albuquerque é jornalista, crítico musical e doutorando em Comunicação na Universidade Federal de Pernambuco, onde estuda músicas periféricas e afrodiaspóricas. Co-diretor do longa "Terror Mandelão", documentário sobre o funk bruxaria de São Paulo que estreou em 2024 na Mostra de Cinema de Tiradentes. Escreve o site Volume Morto e é co-fundador do Embrazado, portal jornalístico e podcast dedicados às culturas musicais das periferias brasileiras. Fez o roteiro e apresentação do documentário do Spotify sobre o bregafunk e foi membro do Júri Oficial do Festival de Cinema de Tiradentes e escreveu para sites como Vice Brasil, KondZilla, UOL e muitos outros. Em 2023, foi reconhecido com o prêmio Vozes 30, que destaca iniciativas que iluminam o futuro na comunicação brasileira.

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Published

2024-07-31

Issue

Section

Dossiê Temático: Música e relações étnico-raciais

How to Cite

Albuquerque, G. G. (2024). Barulhinho do vapo vapo: thinking through sound and sonic blackness. Revista Música, 24(1), 1-28. https://doi.org/10.11606/rm.v24i1.225636