Notas sobre la pérdida: Sonoridades de luto en los filmes-ensayo Elena y Heart of a dog
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-7625.rm.2025.237386Palabras clave:
Cine ensayo, Sonido, Duelo, Elena, Heart of a dogResumen
Heart of a dog (Laurie Anderson, 2015) y Elena (Petra Costa, 2012) son filmes-ensayo que tejen reflexiones sobre la muerte del otro, guiadas por las subjetividades de sus propias realizadoras. Considerando que, en estas obras, las sonoridades se mantienen mayoritariamente apartadas de las visualidades, se observa que los elementos acústicos adquieren protagonismo en la construcción discursiva. Este artículo se dedica, por lo tanto, a investigar los usos y los principales aspectos de las sonoridades en filmes ensayísticos atravesados por la experiencia del duelo. Los procedimientos analíticos se basan en los materiales y en los modos de composición de las películas para, posteriormente, articular posibles diálogos teórico-conceptuales, con el objetivo de examinar tanto las similitudes como las divergencias presentes. Se concluye que las sonoridades desempeñan un papel relevante en la composición de estos duelos cinematográficos, al intensificar el carácter fragmentario y dialógico del ensayo como forma, además de conformar estrategias retóricas capaces de acoger las complejidades enunciativas que envuelven la elaboración de la pérdida.
Descargas
Referencias
ADORNO, Theodor W. Notas de literatura I. Tradução e apresentação de Jorge M. B. de Almeida. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2003.
ALMEIDA, Rafael de. Entre a chegada e a partida: reciclagens do cinema doméstico no filme-ensaio. Matrizes, v. 11, n. 2, p. 271-286, 2017.
ALTER, Nora M. The essay film after fact and fiction. New York: Columbia University Press, 2018.
BARTHES, Roland. The grain of the voice. In: STERNE, J. (Ed.). The sound studies reader. New York: Routledge, 2012. p. 504-510.
BENSE, Max. O ensaio e sua prosa. Revista Serrote, n. 16, p. 169-183, 2014.
BUTLER, Judith. Violence, mourning, politics. Studies in gender and sexuality, v. 4, n. 1, p. 9-37, 2003.
CATALÀ, Josep M. News of the end of the world: the essay film as mentality. Comparative Cinema, v. 10, n. 18, p. 11-138, 2022.
CHION, Michel. A Audiovisão: Som e Imagem no Cinema. Lisboa: Edições Texto e Grafia, 2011.
CORRIGAN, Timothy. O filme-ensaio: Desde Montaigne e depois de Marker. Campinas, SP: Papirus, 2015.
COSTA, Fernando Morais da. Se pouco se diz sobre o som, quem fala sobre o silêncio nos filmes?. Gragoatá, v. 9, n. 16, 2004.
DELEUZE, Gilles. A imagem-tempo: cinema 2. São Paulo: Brasiliense, 2005.
ELENA, Alberto. Una estética del collage: documental, ensayo y vanguardia en la obra de Sergei Paradjanov. In: VAQUERO, LAURA GÓMES; LÓPEZ, SONIA GARCÍA (Org.) Piedra, papel y tijera. Madri: Ocho y médio, libros de cine, 2009.
FLÔRES, Virginia Osorio. Identidade e alteridade no cinema: espaços significantes na poética sonora contemporânea. In: Significação: Revista de Cultura Audiovisual, v. 42, n. 44, p. 232-253, 2015.
FREUD, Sigmund. Inibições, sintoma e ansiedade (1926). In: Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standard brasileira. Vol. XX. Rio de Janeiro: Imago; 1996.
LACAN, Jacques. O Seminário, Livro 6: O desejo e sua interpretação. Rio de Janeiro: Zahar, 2016.
LEJEUNE, Philippe et al. El pacto autobiográfico y otros estudios. Megazul-Endymion, 1994.
ORLANDI, Eni Puccinelli. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2007.
PASOLINI, Pier Paolo. O cinema de poesia. In: Empirismo herege. Lisboa: Assírio e Alvim, 1982.
RASCAROLI, Laura. The personal camera: subjective cinema and the essay film. New York: Wallflower Press, 2009.
RIVERA, Tania. Cinema, imagem e psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.
RUBIN, M. The Voice of Silence: Sound Style in John Stahl’s Backstreet. WEIS, E, BELTON, J. (org.). Film Sound: theory and practice. New York: Columbia University Press, 1985.
RUSSELL, Catherine. Experimental ethnography: The work of film in the age of vídeo. Durhan, NC and London: Duke University Press, 1999.
TEIXEIRA, Francisco Elinaldo. Cinemas “não narrativos”: Experimental e documentário – passagens. São Paulo, SP: Alameda, 2012.
TEIXEIRA, Francisco Elinaldo. (Org). O Ensaio no Cinema – Formação de um Quarto Domínio das Imagens na Cultura Audiovisual Contemporânea. São Paulo: Hucitec, 2015.
TEIXEIRA, Francisco Elinaldo. Arqueologia do ensaio no cinema-audiovisual brasileiro (formações e transformações). Hucitec Editora, 2022.
VASCONCELOS, André Luiz Olzon. Ouvir o cinema contemporâneo: particularidades sonoras no filme-ensaio. 2017. 140 f. Tese (Educação, Arte e História da Cultura) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo.
VEDANA, Viviane. Diálogos entre a imagem visual e a imagem sonora: a experiência de escritura do sonoro nos documentários etnográficos. C-Legenda-Revista do Programa de Pós-graduação em Cinema e Audiovisual, v. 1, n. 24, p. 29-42, 2011.
WEINRICHTER, Antonio. Un concepto fugitivo, notas sobre el film-ensayo. In: WEINRICHTER, Antonio (Org.). La forma que piensa: tentativas en torno al cine-ensayo. Pamplona: Gobierno de Navarra, 2007.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Ana Paula de Aquino Caixeta

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a CC Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).