Canto-territorio y las escuchas que ceden

Autores/as

  • Lívia Oliveira Itaborahy Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Música

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-7625.rm.2025.242680

Palabras clave:

Canto-territorio; Escucha decolonial; Regímenes de escucha; Pedagogía vocal; Performance

Resumen

Este artículo investiga cómo los regímenes coloniales y neoliberales de escucha modelan la formación, la performance y la pedagogía del canto en Brasil y América Latina, produciendo formas sutiles de silenciamiento vocal y subjetivo. Desde un enfoque autoetnográfico y decolonial, se analiza cómo las prácticas institucionales y mediáticas configuran el campo de la escucha y la expresividad, convirtiendo la voz en un instrumento de distinción y productividad. Se propone el concepto de canto-territorio, entendido como un horizonte ético, político y metodológico que busca ampliar las relaciones entre cuerpo, técnica y pertenencia, preservando la potencia creativa y relacional del gesto vocal. El estudio dialoga con autoras y autores como Nina Sun Eidsheim, Leda Maria Martins, Lorena Cabnal, Katherine Meizel, Simone Franco Valle, Vladimir Safatle y Milton Santos, combinando reflexión teórica y experiencia situada. Los resultados indican que las prácticas pedagógicas y performativas basadas en la escucha compartida, la vulnerabilidad y la reciprocidad pueden operar como formas de justicia acústica y de reconstrucción de lo común, contribuyendo a repensar los currículos de formación, los modos de escucha y las políticas culturales.

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Publicado

2025-12-28

Cómo citar

ITABORAHY, Lívia Oliveira. Canto-territorio y las escuchas que ceden. Revista Música, [S. l.], v. 25, n. 2, p. 101–123, 2025. DOI: 10.11606/issn.2238-7625.rm.2025.242680. Disponível em: https://revistas.usp.br/revistamusica/article/view/242680. Acesso em: 20 abr. 2026.