A Escala de Tons na Obra de Francisco de Lacerda

Autores

  • José Manuel Bettencourt da Câmara Sem registro de afiliação

DOI:

https://doi.org/10.11606/rm.v4i1.55055

Resumo

O recurso à escala por tons inteiros e aos acordes aumentados funciona como fator de renovação da tonalidade, que assim se adapta a traços de nova sensibilidade musical que se afirma por fins do século XIX e princípios do século XX. Sem contradição, podemos entendê-lo também como fator de dissolução do idioma tonal. Na obra de Francisco de Lacerda, mesmo nos trechos que mais longe vão nesta matéria, jamais deparamos com atonalidade franca, com a absoluta ausência de um som que de algum modo polariza o discurso musical, como ponto de partida que será, por necessidade, também ponto de chegada.

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Biografia do Autor

  • José Manuel Bettencourt da Câmara, Sem registro de afiliação
    Compositor, Professor e Musicólogo português, é autor de obras significativas sobre o compositor Francisco de Lacerda

Referências

Claude ROSTAND, Dictionnaire de Ia musique contemporaine. Paris, Larousse, 1970.

Júlia d' ALMENORA, Les modes gregoriens dans I 'oeuvre de Claude Debussy. Paris, Librairie Gabriel EnauIt, 1950.

Francisco de LACEROA, Escritos sobre música. A editar brevemente pela Direcção Regional dos Assuntos Culturais (Açores), com introdução, fixação do texto e notas de J. M. Bettencourt da Câmara.

J. M. Bettencourt da Câmara, A música para piano de Francisco de Lacerda. Lisboa, Instituto para a Cultura e Língua Portuguesa, 1987. Col. Biblioteca Breve, n° 111.

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Publicado

1993-05-01

Edição

Seção

Artigos - Dossiê Temático: “(Re)Orquestrar: Perspectivas interdisciplinares sobre música sinfônica”

Como Citar

Câmara, J. M. B. da . (1993). A Escala de Tons na Obra de Francisco de Lacerda. Revista Música, 4(1), 38-67. https://doi.org/10.11606/rm.v4i1.55055