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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">rmae</journal-id>
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				<journal-title>Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Mus. Arqueol. Etnol.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">0103-9709</issn>
			<issn pub-type="epub">2448-1750</issn>
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				<publisher-name>Universidade de São Paulo Museu de Arqueologia e Etnologia</publisher-name>
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					<subject>Articles</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Contatos culturais no Mediterrâneo antigo: a cerâmica de Canale-Ianchina (Calábria-Itália) no acervo do MAE-USP</article-title>
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				<contrib contrib-type="author">
					<name>
						<surname>Florenzano</surname>
						<given-names>Maria Beatriz Borba</given-names>
					</name>
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					<bio>
						<p><italic>Professora titular sênior de Arqueologia Clássica. Cocoordenadora do Laboratório de Estudos da Cidade Antiga</italic></p>
					</bio>
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				<aff id="aff1">
					<institution content-type="original">Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (Labeca/MAE-USP).</institution>
					<institution content-type="normalized">Universidade de São Paulo</institution>
					<institution content-type="orgdiv1">Museu de Arqueologia e Etnologia</institution>
					<institution content-type="orgname">Universidade de São Paulo</institution>
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			<author-notes>
				<corresp id="c1"><italic>email:</italic><email>florenza@usp.br</email>
				</corresp>
			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>24</day>
				<month>02</month>
				<year>2025</year>
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			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
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			<issue>42</issue>
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				<copyright-statement>Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. É a licença mais flexível de todas as licenças disponíveis. É recomendada para maximizar a disseminação e uso dos materiais licenciados.</copyright-statement>
				<copyright-year>2025</copyright-year>
				<copyright-holder>Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia</copyright-holder>
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					<license-p> Este é um artigo de acesso aberto distribuído sob os termos da <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0">Licença Creative Commons CC BY NC SA</ext-link>
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			<abstract>
				<title>Resumo:</title>
				<p>Entre as peças arqueológicas chegadas ao Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo na década de 1960 por meio de intercâmbio com o governo italiano, encontram-se cinco vasilhas de cerâmica provenientes de Canale, onde uma necrópole foi intensivamente escavada no início do século XX; necrópole relacionada ao núcleo residencial de Ianchina (Calábria - Itália). Nosso objetivo neste texto é dar vida a essas peças conservadas no MAE, inserindo-as no contexto histórico que as produziu.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract:</title>
				<p>The archaeological pieces that arrived at the Museum of Archaeology and Ethnology of the University of São Paulo, Brazil, in the 1960s by a scientific exchange with the Italian government include five pottery vessels from Canale, where Paolo Orsi excavated a necropolis in the beginning of the 20<sup>th</sup> century that is associated with the residential settlement of Ianchina (Calabria-Italy). This study aims to bring these artifacts - preserved at thet Museum - into life, placing them in the historical context that produced them.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Canale-Ianchina</kwd>
				<kwd>cerâmica <italic>proto-histórica</italic></kwd>
				<kwd>Idade do Ferro na Itália</kwd>
				<kwd>contato cultural</kwd>
				<kwd>acervo museológico</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Canale-Ianchina</kwd>
				<kwd><italic>proto-historic</italic> pottery</kwd>
				<kwd>iron age in Italy</kwd>
				<kwd>cultural contact</kwd>
				<kwd>museum collection</kwd>
			</kwd-group>
			<counts>
				<fig-count count="9"/>
				<ref-count count="29"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec>
			<title>Objetivos</title>
			<p>No contexto do projeto de pesquisa “Processos de ocupação territorial e de definição de fronteiras: contato cultural no interior da Calábria grega (sécs. VII-IV a.C.)”, nos deparamos com inúmeros assentamentos de populações não gregas, datados, pelos vestígios arqueológicos, de período anterior à fundação das apoikias de Lócris e de Régio, foco de nosso estudo<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>. Populações essas que entraram em contato com os gregos e que com estes eventualmente conviveram.</p>
			<p>Entre esses assentamentos estão os sítios de Canale, Ianchina, Patariti, Casa Spina, Scorciabove, Patti de Portigliola, Gerace, Stefanelli di Gerace e Santo Stefano di Grotteria.</p>
			<p>Todos esses sítios estão localizados na hinterlândia da apoikia que viria a ser Lócris - a Lócrida - e cronologicamente estão distribuídos entre a I e a II Idade do Ferro da Calábria (sécs. IX-VII a.C.). </p>
			<p>O material arqueológico, dependendo da datação, mostra articulação entre esses sítios, contatos com a Itália Central (culturas Vilanoviana e Etrusca; cf <xref ref-type="bibr" rid="B15">Hencken 1968</xref>, vol. II: 437) e contatos com a Sicília (cultura Finocchito; cf. <xref ref-type="bibr" rid="B4">De la Genière 1964</xref>: 15). Por fim, revelam também contato e interação com os gregos.</p>
			<p>Entre as peças arqueológicas chegadas ao Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE) na década de 1960, por meio de intercâmbio com o governo italiano<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>, encontram-se cinco vasilhas de cerâmica provenientes da necrópole de Canale, associada ao núcleo residencial de Ianchina. Nosso objetivo neste texto é dar vida a essas peças conservadas no MAE, inserindo-as no contexto histórico que as produziu<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>.</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Fig.1</label>
					<caption>
						<p><bold>A Calábria Meridional.</bold></p>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2448-1750-rmae-42-12-gf1.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Rodrigo Araújo de Lima (2021).</attrib>
				</fig>
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="materials">
			<title>O Material</title>
			<p>Designado pelo <italic>Ministero della Pubblica Istruzione</italic> da Itália, o arqueólogo Paolo Orsi procedeu, entre os anos de 1889 e 1924, a um reconhecimento arqueológico intensivo em todo o território da Calábria. Examinou coleções existentes no Museu de Reggio Calabria e em coleções particulares; recolheu quantidades de material de superfície; e realizou sondagens e escavações (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Cardosa &amp; Ponticiello 2014</xref>: 777). Foi em 1908 que descobriu um grande cemitério indígena<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref> na depressão (<italic>vallone</italic>) de Canale, que começou a escavar sistematicamente em 1909 com temporadas de trabalho que se repetiram em 1910 e 1912, conforme ele mesmo relata em sua obra de referência essencial de 1926 (p. 218)<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref>. Procurando o assentamento que teria produzido tal necrópole em Canale, Orsi realizou uma série de sondagens encontrando pouquíssimos vestígios de assentamento na parte superior do vale, o planalto de Ianchina.</p>
			<p>As cinco vasilhas conservadas no acervo do MAE-USP chegaram ao Museu procedentes do Museu de Reggio Calabria, com apenas uma listagem com descrição sumária, mas que incluía para cada uma a procedência da necrópole de Canale-Ianchina e uma fotografia<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref>.</p>
			<p>A consulta à obra de <xref ref-type="bibr" rid="B24">Orsi de 1926</xref> revelou que não há dúvida de que as peças conservadas no MAE são provenientes das escavações desse grande arqueólogo italiano em Canale. Tanto os desenhos, quanto as pranchas nessa obra mostram peças idênticas às do MAE-USP (vide figs. 2 e 3).</p>
			<p>
				<fig id="f2">
					<label>Fig. 2</label>
					<caption>
						<p><bold>Desenho de Paolo Orsi do enxoval cerâmico da sepultura 38 de Canale.</bold></p>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2448-1750-rmae-42-12-gf2.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Paolo <xref ref-type="bibr" rid="B24">Orsi (1926</xref>: 251, fig. 175).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>É preciso dizer ainda que a bibliografia sobre o vasilhame cerâmico da Idade do Ferro na Península Itálica descreve as peças cerâmicas genericamente como sendo de <italic>impasto</italic><xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref>. Em algumas das formas do vasilhame dessa época a influência vilanoviana, da Península Itálica Central, é reconhecida (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Peroni 1994</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">De la Genière 1968</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Hencken 1968</xref>). Veremos adiante como os achados arqueológicos e seus respectivos contextos, apesar de influências externas, mostram características específicas da cerâmica da Calábria Meridional voltada para o Mar Jônio, a Lócrida.</p>
			<p>
				<fig id="f3">
					<label>Fig. 3</label>
					<caption>
						<p><bold>Peças do MAE-USP com procedência de Canale - Ianchina.</bold></p>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2448-1750-rmae-42-12-gf3.jpg"/>
					<attrib>Fonte: MAE-USP (2023).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<sec>
				<title>Descrição das peças</title>
				<p>N.B. (a) Na listagem do Museu de Reggio Calabria consta um número de Inventário, mas em cada peça há um outro número marcado que acrescentamos entre parênteses; (b) o número de referência empregado neste artigo é aquele que consta no Inventário do acervo do MAE-USP, i.e. ano 1964, coleção 7; (c) registre-se que as peças 64/7.8 e 64/7.11 foram analisadas com relação à composição da pasta cerâmica em pesquisa de pós-doutoramento realizada no MAE por <xref ref-type="bibr" rid="B28">Alcídio Pinheiro Ribeiro</xref>, pesquisa que comprovou a produção totalmente local dessas vasilhas (vide bibliografia abaixo)<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref>.</p>
				<p>
					<fig id="f4">
						<label>64/7.5 Ânfora</label>
						<caption>
							<p>com corpo globular, duas alças horizontais (uma delas restaurada), pescoço alto</p>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2448-1750-rmae-42-12-gf4.jpg"/>
						<attrib>Procedência: Necrópole de Canale. <italic>Catálogo 1 MAA</italic>, 141. Inventário Museu de Reggio Calabria, n. 2147 (452). <italic>Materiali d’Antichità Varia</italic>, 18, n. 154.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f5">
						<label>64/7.8 Taça</label>
						<caption>
							<p>com alça lateral, alta, em fita, vertical. Borda alargada.</p>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2448-1750-rmae-42-12-gf5.jpg"/>
						<attrib>Procedência: Necrópole de Canale. <italic>Catálogo 1 MAA</italic>, 154. Inventário Museu de Reggio Calabria, n. 2416 (450). <italic>Materiali d’Antichità Varia</italic>: 18, n. 152. Ribeiro: 164.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f6">
						<label>64/7.10 Tigela</label>
						<caption>
							<p>redonda com alça lateral vertical e com borda ondulada e voltada para o interior da peça.</p>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2448-1750-rmae-42-12-gf6.jpg"/>
						<attrib>Procedência: Necrópole de Canale. <italic>Catálogo 1 MAA</italic>, 152. Inventário Museu de Reggio Calabria, n. 2336 (451). <italic>Materiali d’Antichità Varia</italic>: 18, n. 151.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f7">
						<label>64/7.11 Ânfora</label>
						<caption>
							<p>globular, bi-cônica, com duas alças laterais, horizontais, inclinadas. O gargalo é acinturado e depois se abre. </p>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2448-1750-rmae-42-12-gf7.jpg"/>
						<attrib>Procedência: Necrópole de Canale. <italic>Catálogo 1 MAA</italic>, 140. Inventário Museu de Reggio Calabria, 1985 (449). <italic>Materiali d’Antichità Varia</italic>: 18, 153. Ribeiro: 166.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f8">
						<label>64/7.13 Enócoa</label>
						<caption>
							<p>globular, trilobada, com pescoço afinado. A alça sai do gargalo e junta-se à parte de maior expansão da peça.</p>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2448-1750-rmae-42-12-gf8.jpg"/>
						<attrib>Procedência: Necrópole de Canale. <italic>Catálogo 1 MAA</italic>, 139. Inventário Museu de Reggio Calabria, 1802 (453). <italic>Materiali d’Antichità Varia</italic>: 18, n. 155.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>A Idade do Ferro na Calábria Meridional (especificamente na Lócrida) sécs IX-VII a.C.</title>
				<p>Se atentarmos para o mapa do Mar Mediterrâneo veremos como o sul da Península Itálica e a Sicília ocupam uma posição central, de encruzilhada entre Oriente e Ocidente dessa grande “lagoa”. Com efeito, a partir sobretudo do final da Idade do Bronze e graças ao avanço da tecnologia de navegação, navios percorriam rotas de um lado a outro do Mediterrâneo, usando, por força, toda esses territórios como ponto de passagem, o que vem registrado na documentação arqueológica<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref>. </p>
				<p>De acordo com Mollo, as escavações têm demonstrado, cada vez mais, que a partir da Idade do Bronze, a participação das populações assentadas na Calábria em rotas de trocas com o mundo Egeu, tanto de matérias primas, quanto de bens manufaturados em cerâmica, metais, peças sofisticadas de prestígio e produtos agrícolas, foi bastante significativa. A transferência de tecnologia artesanal e industrial permitiu a essas diferentes populações, por exemplo, a produção de cerâmica com traços semelhantes à cerâmica micênica, egeia (Mollo 2018: 67-70). Ainda de acordo com Mollo, esses contatos bastante intensos com o Mediterrâneo oriental criaram na Calábria, já na Idade do Bronze, um ambiente de “simbiose social, econômica e política” que favoreceu “uma maior articulação e estratificação da sociedade indígena” (Mollo 2018: 70). Também De la Genière destaca esses aspectos do contato entre Oriente e Ocidente do Mediterrâneo na Idade do Bronze: enquanto no Bronze inicial a arqueologia mostra pequenos assentamentos na Itália do Sul ocupados por grupos em estágio de pastoreio e desenvolvimento econômico menos complexo, no final do Bronze o quadro muda de figura, registrando-se maior densidade populacional dos assentamentos e maior complexidade e estabilidade de organização social (De la Genière 1984: 170).</p>
				<p>Na primeira Idade do Ferro, no final do século IX a.C., a documentação arqueológica mostra a Calábria funcionando como uma área fronteiriça entre as sociedades que se desenvolveram na Península Itálica Central (como a dos etruscos e dos vilanovianos) e aquelas que estavam assentadas nos territórios da Sicília. Com efeito, a análise dos achados arqueológicos mostra uma mistura de traços nos sítios dessa região, mas com predominância de influências etruscas e vilanovianas nos sítios da Calábria mais setentrional, enquanto na Calábria meridional - área de interesse das peças analisadas neste artigo - a ligação com culturas da Sicília fica mais evidenciada. Os estudiosos acreditam que a Calábria meridional funcionou como uma área estratégica para os contatos entre a Península Itálica Central e a Sicília, sobretudo a partir do século VIII a.C., já entrada a época chamada de Idade do Ferro (<xref ref-type="bibr" rid="B5">De la Genière, 1968</xref>: 87).</p>
				<p>A principal tendência identificada pela distribuição dos remanescentes arqueológicos, no que tange o contato cultural nessa região durante o século VIII a.C., é uma melhor definição da proximidade da Calábria meridional em relação à Sicília e um distanciamento em relação à Calabria setentrional, a qual permanece mais na esfera das sociedades da Península Itálica Central. Naturalmente, essas são tendências gerais que vicejam no interior de uma grande diversidade cultural. Veremos adiante como esse quadro vai se alterando aos poucos, com a chegada e instalação permanente dos gregos por todo o sul da Península Itálica, sobretudo ao final do século VIII e início do VII a.C.</p>
				<p>Nesse contexto geral é que devemos situar os sítios que ocupavam a região em que, mais tarde, se instalaram os gregos fundando a pólis de Lócris e de onde provém o vasilhame cerâmico apresentado neste artigo.</p>
				<p>Referimo-nos à costa meridional da Calábria, voltada para o mar Jônio. Trata-se de um litoral bastante limitado em termos de planícies, já que a força dos rios que descem da cadeia de montanhas do Aspromonte (parte dos Apeninos) acaba por trazer muitos detritos, tornando a faixa litorânea muito reduzida. O espaço escolhido pelos gregos para a fundação da apoikia de Lócris era, portanto, uma faixa de litoral bastante estreita. Como nos explica Osanna “As cadeias montanhosas que estavam às costas do assentamento (de Lócris) em direção ao interior (cadeia Sila integrante do Aspromonte) chegam a uma altura acima do nível do mar entre 850 e 1100 m.” (1992: 210-212); “Das alturas mais elevadas, uma coroa de colinas pre-apenínicas, não superiores a 300 m de altura, apresenta por vezes terraços pequenos e alongados” (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Orsi 1926</xref>: 213). Nesses terraços espalhados ou, podemos dizer, pequenas planícies espalhadas, que constituíram posteriormente à hinterlândia da nova apoikia é que vamos encontrar os assentamentos indígenas que produziram a cerâmica que ora estamos examinando. Com efeito, o assentamento habitacional de Ianchina localizava-se em um desses terraços e estava cercado por grupos de sepulturas em suas encostas embarrancadas: a necrópole de Canale e a de Patariti. Vale dizer ainda que todo esse conjunto de instalações está situado a 4 km de distância da que viria a ser a pólis de Lócris.</p>
				<p>
					<fig id="f9">
						<label>Fig. 4</label>
						<caption>
							<p><bold>Posição topográfica de Ianchina e das necrópoles de Canale e de Patariti.</bold></p>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2448-1750-rmae-42-12-gf9.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Paolo <xref ref-type="bibr" rid="B24">Orsi (1926</xref>: 216, fig. 144).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>O assentamento de Ianchina segue um padrão de organização espacial característico em todo o sul da Península Itálica desde a Idade do Bronze: é um assentamento de pico, não muito distante da costa (<xref ref-type="bibr" rid="B6">De la Genière, 1984</xref>). Segundo De la Genière, estes são assentamentos de caráter defensivo, com acesso pela parte de trás e com necrópoles nas vias de acesso, nas encostas (1984: 170). Este padrão há de perdurar por toda a Idade do Ferro, como se vê no caso de Ianchina, e inclusive em muitos dos assentamentos medievais, passando por aqueles de época helenística e romana, por toda a Itália do Sul. Note-se que, diferentemente desse modelo, os gregos, chegando ao Ocidente, instalaram suas apoikias prioritariamente nas planícies litorâneas. Mesmo Lócris, com disponibilidade de um espaço reduzido, foi posicionada no litoral.</p>
				<p>Interessa registrar que o avanço das escavações nas últimas décadas, em vários assentamentos de pico da Calábria em geral, tanto daqueles datados da Idade do Bronze, quanto daqueles da Idade do Ferro, indica uma alternância em relação à densidade demográfica e à complexidade da organização do espaço. Queremos dizer com isso que o material de áreas residenciais e de necrópoles escavadas mostra uma “mobilidade” na relevância de assentamentos: assentamentos populosos e vivazes por uma ou duas gerações são, em seguida, desocupados a par que aparecem outros, como se houvesse ocorrido uma transferência de população. Na Idade do Ferro Inicial, ainda no século IX a.C., Gerace, por exemplo, é um assentamento muito importante, articulador de outros assentamentos menores nas proximidades<xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref>, mas, já no século VIII a.C., a arqueologia mostra que esse sítio havia sido abandonado enquanto outros núcleos próximos adquiriam maior importância (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Cardosa 2004</xref>: 10; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Mollo 2018</xref>: 35). A mesma tendência se observa com relação ao assentamento de Ianchina, o dado arqueológico permite afirmar que o sítio adquire vivacidade em seguida ao abandono de Gerace, mas, juntamente com o seu cemitério em Canale, foi abandonado no final do século VIII a.C. enquanto surgia um outro assentamento importante em Santo Stefano di Grotteria. Retomaremos essa temática mais adiante.</p>
				<p>As pesquisas arqueológicas recentes na área do cemitério de Canale já escavado por Orsi e no planalto adjacente de Ianchina permitiram detalhar melhor a participação desses sítios nesse contexto histórico que, justamente, precede a fundação de Lócris no final do século VIII e início do VII a.C. (700-690 a.C.), e a intensificação do contato cultural entre indígenas e gregos.</p>
				<p>Para melhor compreender todo esse contexto, recuperemos um pouco as vicissitudes da instalação da apoikia de Lócris Epizefirii no litoral da Calábria jônica. </p>
				<p>Os lócrios, vindos de Lócris na Grécia Balcânica, instalaram-se inicialmente na costa jônica, numa localidade conhecida na antiguidade como Cabo Zefírio. Ali teriam feito um acordo com os sículos, população local, para poderem se instalar. As fontes escritas revelam que por ali ficaram alguns anos e em seguida dirigiram-se mais ao Norte, onde se registra a fundação definitiva da apoikia de Lócris Epizefirii em aproximadamente 700 a.C. (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Florenzano 2022</xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn11"><sup>11</sup></xref>. A fundação de Lócris insere-se no contexto da expansão dos eubeus-calcídicos no Ocidente do Mediterrâneo. Estes, no final do século VIII a.C., já tinham instalações importantes na Campânia e ocupavam o estreito entre a Península Itálica e a Sicília, tendo fundado Régio e Zancle que controlavam a passagem entre o Mar Jônio e o Mar Tirreno, garantindo os contatos com os etruscos e com outras populações na Península Itálica central. A Lócris Balcânica ocupava uma extensa área defronte à Ilha Eubéia, e os estudos mais recentes mostram como sua expansão no Ocidente realizava-se de forma articulada com as rotas euboico-calcídicas (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Dominguez-Monedero 2014</xref>: 204-205; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Mercuri 2012</xref>).</p>
				<p>Assim sendo, a instalação de Lócris pertence, com toda a probabilidade, a um movimento que contou com o apoio eubeu, em uma “coordenação funcional das fundações coloniais”, nas palavras de <xref ref-type="bibr" rid="B14">Guzzo (1986</xref>: 15-17). Isso significa que os gregos não se estabeleciam ao acaso, mas sim com base em um mínimo de coordenação espacial em função de afinidades culturais, políticas e socioeconômicas entre eles, e seguindo objetivos comuns (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Mercuri 2012</xref>: 971).</p>
				<p>A Idade do Ferro final é, pois, marcada pela chegada e pela instalação permanente dos gregos no litoral jônico meridional e pela fundação de Lócris. A chegada dos gregos fez, sem dúvida, com que grupos indígenas abandonassem as localidades mais próximas da costa e se refugiassem no interior (<xref ref-type="bibr" rid="B6">De la Genière 1984</xref>: 177), fenômeno também registrado na Sicília Sul-oriental (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Florenzano 2018</xref>) e em outras áreas afetadas pela expansão grega no Mediterrâneo ocidental. Na Península Itálica de forma geral, a instalação permanente das apoikias gregas, marcou uma ruptura no desenvolvimento da sociedade indígena (Greco 2019 ACT - lido no manuscrito; <xref ref-type="bibr" rid="B2">Cardosa 2016</xref>: 5). Em uma visão mais tradicional, helenocêntrica, a partir das muitas fundações gregas no Ocidente, as populações locais foram completamente dominadas e “aculturadas”. Entretanto, hoje, as novas abordagens permitidas pela documentação material trazem à luz as formas variadas em que essas sociedades indígenas continuaram a “prosperar em uma configuração político-territorial completamente nova, compatível com a presença dos gregos” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Cardosa 2016</xref>: 5). Consideramos que os séculos VIII e VII a.C. tenham sido os séculos cruciais do contato entre gregos e as populações indígenas na Itália do Sul. É nesses séculos que transformações profundas ocorrerão nessa área, configurando um novo formato de vida em que indígenas e gregos construirão um <italic>modus vivendi</italic> entre conflitos e negociações. </p>
				<p>E justamente nessa área vemos as ações dos gregos eubeus: fundação de Régio no estreito, ocupação de Metauros do lado do Mar Tirreno (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Florenzano 2023a</xref>), fundação de Lócris do lado do Mar Jônio, todas fundações coordenadas com aquelas fundações eubeias na Campânia (Cuma, Pitecussa). Sem entrar no debate dos motivos da expansão grega no Ocidente mediterrânico (procura de terras agriculturáveis, solução de problemas internos das comunidades balcânicas etc.), é preciso salientar que o interior da Calábria meridional, do ponto de vista de fonte de matérias primas, sobretudo os metais, era uma área de grande interesse para os gregos; área de passagem entre um mar e outro, mas também área de acesso a matérias primas importantes. Assim, é possível afirmar seguindo tanto as fontes escritas, mas sobretudo as fontes materiais, que não apenas o litoral dessa “pontinha da bota” apresentava um interesse especial aos gregos. </p>
				<p>Os sítios de Canale e de Ianchina, no interior da Calábria, estão inseridos na esfera de atuação dos gregos, mesmo antes da fundação de Lócris. No início do século VIII a.C., Ianchina é um assentamento típico da Idade do Ferro regional, com núcleos habitacionais separados e com compartilhamento de traços com outros sítios da região, inclusive de áreas mais ao norte, na Calábria, como Sala Consilina e Torre Galli (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Orsi 1926</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B4">De la Genière 1964</xref>, 1968; <xref ref-type="bibr" rid="B2">Cardosa 2016</xref>: 5-7). A necrópole de Canale também compartilha traços com a Sicília do mesmo período, como os sepultamentos em <italic>grotticella</italic>, comuns em várias necrópoles do entorno e, de acordo com os especialistas, uma importação da Sicília (De la Genière 1964: 10-11; <xref ref-type="bibr" rid="B2">Cardosa 2016</xref>: 3).</p>
				<p>De acordo com Cardosa, a área residencial do planalto de Ianchina data do início do século VIII a.C. e Canale é o principal cemitério desse assentamento, mas as sondagens arqueológicas desde a época das pesquisas de Orsi revelaram várias outras necrópoles em áreas adjacentes, como Mt. Scifa, Patarriti e Scorciabove, as quais, dependendo do período, estariam vinculadas à área residencial de Ianchina (Orsi 1926: 212; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Cardosa 2004</xref>: 4, fig.2.)<xref ref-type="fn" rid="fn12"><sup>12</sup></xref>.</p>
				<p>A necrópole de Canale é, no entanto, aquela cujo material é o mais próximo da área habitacional de Ianchina e a que foi mais bem escavada (ver fig. 4.). Tanto nesta necrópole, quanto na área habitacional de Ianchina, além de abundante cerâmica indígena de <italic>impasto</italic>, estão presentes as peças que de alguma maneira revelam a influência grega-euboica, seja pela decoração geométrica, seja pela cópia de formas. De acordo com Mercuri, essas peças presentes em grande quantidade como oferendas nas sepulturas de Canale podem também encontrar algumas semelhanças a peças encontradas em Pithecussa, Pontecagnano e alguns centros etruscos na Península Itálica Central, área fortemente influenciada pela presença grega, e também em áreas eubeias da Sicília, como Cocolonazzo di Mola e Villasmundo. A análise da cerâmica realizada por Mercuri aponta para uma produção local, homogênea, proveniente de uma única oficina e datadas da segunda metade do século VIII a.C. Os motivos decorativos euboicos são predominantes, mas a confecção é indígena (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Mercuri 2012</xref>: 976).</p>
				<p>Nesse contexto geral, como situar as pequenas peças cerâmicas presentes hoje no acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP?</p>
				<p>Inicialmente é importante observar que a peça 64/7.8, taça com alça lateral, alta, em fita, vertical encontra <italic>comparanda</italic> entre o repertório de cerâmica vilanoviana da Península Itálica Central. Na obra detalhadíssima de <xref ref-type="bibr" rid="B15">Hencken publicada em 1968</xref>, peças com formato muito próximo desta conservada no MAE-USP são classificadas no Período Vilanoviano II, que o autor coloca em meados do século VIII a.C., a partir de dados estratigráficos de escavações em Poggio Selciatello na Tarquinia (Hencken 1968, vol II: 437).</p>
				<p>Por outro lado, a pequena enócoa/jarra trilobada (64/7.13) é um exemplar de nítida influência grega-euboica. Ainda que seja de <italic>impasto</italic>, ela tem uma forma nova para esse tipo de vasilhame. Podemos, sem dúvida, dizer que ela está perfeitamente inserida no conjunto de peças recuperadas em Canale que tem forte influência helênica. Como nos explica a grande especialista na distribuição de cerâmica euboica no Mediterrâneo, <xref ref-type="bibr" rid="B18">Laurence Mercuri</xref>: “o <italic>corpus</italic> cerâmico da necrópole de Canale possui inúmeros testemunhos de empréstimos tipológicos e estilísticos dos repertórios gregos” (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Mercuri 2014</xref>: 473). Uma consulta mais aprofundada da obra de <xref ref-type="bibr" rid="B24">Orsi (1926</xref>), em que os relatórios de escavação são apresentados em detalhes, mostra que na necrópole de Canale esse tipo de vasilhame cerâmico, juntamente com vasilhame de tipo grego com decorações geométricas, eram ofertados em túmulos associados a material tipicamente indígena tanto em relação à técnica de fabricação, quanto em relação às formas.</p>
				<p>A presença desse vasilhame muito influenciado pela cerâmica grega do período nos túmulos de Canale continua a provocar uma série de debates entre os especialistas: no sentido de como melhor definir esse assentamento em Ianchina que, no final do século VIII a.C., ao que parece devido à chegada dos lócrios, foi abandonado. O vasilhame de influência grega indica que o contato com os gregos/euboicos já existia previamente à fundação de Lócris. Uma das hipóteses bastante razoável é a de que essas peças tenham tido origem na primeira instalação dos gregos lócrios no Cabo Bruzzano (Cabo Epizefirio - ver acima). Pensa-se, inclusive, na possibilidade de ter havido nesse local um empório grego, uma instalação de porto de paragem de gregos a caminho do Ocidente mediterrânico e onde poderia ter havido oficinas locais que tanto recebiam peças originais, quanto copiavam formas e decorações da cerâmica euboica. Essa é uma hipótese plausível diante da documentação (inclusive escrita) que nos resta, entretanto, por hora, impossível de ser confirmada em vista da falta de dados materiais mais concretos (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Mercuri 2012</xref>: 976-977; <xref ref-type="bibr" rid="B2">Cardosa 2016</xref>: 5; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Sabbione 1982</xref>: 279-280). </p>
				<p>Dissemos que Ianchina foi abandonada em fins do século VIII a.C., pois não se registram deposições em Canale depois dessa data. </p>
				<p>Por outro lado, a partir do início do século VII a.C. são registradas as deposições em duas necrópoles mais distantes do litoral, onde os lócrios acabavam de se assentar, nas localidades de Stefanelli di Gerace e de St. Stefano di Grotteria. Aqui, as escavações revelaram túmulos com material indígena idêntico àquele encontrado em Canale (cerâmica de <italic>impasto</italic>) e onde o enxoval mortuário incorporava igualmente muito material grego datado do século VII a.C. (<xref ref-type="bibr" rid="B4">De la Genière 1964</xref>: 22; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Osanna 1992</xref>: 227; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Sabbione 1982</xref>: 295-296). Os achados nessas duas necrópoles levaram os especialistas a inferir que muitos dos que abandonaram Canale-Ianchina devido à proximidade com a nova apoikia de Lócris, transferiram-se para uma área mais distante e interiorana em relação à nova apoikia: Santo Stefano di Grotteria está a 20 km mais ao Norte de Canale e Stefanelli di Gerace nas imediações de Gerace, que dista 8/9 km de Lócris (De la Genière 1964: 22; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Mollo 2018</xref>: 353).</p>
				<p>Por outro lado, o fato de o material grego ser mais abundante em muitas dessas sepulturas é um dado importante de ser reforçado em termos da intensificação do contato entre gregos e indígenas a partir da instalação permanente de Lócris. </p>
				<p>Diante do contexto histórico que precede a chegada e instalação permanente de gregos no litoral sul da Calábria jônica, o que podemos dizer a respeito das cinco peças de cerâmica de <italic>impasto</italic> conservadas no acervo do MAE-USP? Temos certeza de que essas cinco peças, tão rústicas, tão pequeninas e aparentemente tão insignificantes, são testemunhos valiosos de um processo de grandes transformações sociais e culturais provocadas pelo contato direto entre sociedades diferentes. Inseridas nesse contexto, revelam um contato cultural e uma proximidade entre populações que se assentaram nessa região e que, sem dúvida, compartilharam momentos de vida e incorporaram traços culturais entre si. Na perfeita formulação do grande arqueólogo italiano Gioacchino Francesco La Torre: “Contacto que não se molda a um único modelo, mas que se articula em situações múltiplas, diferentes de um caso a outro e mutáveis no curso do tempo: enótrios, ausonios, sículos […] interagiram com os gregos e com os púnicos […]; em alguns casos sucumbindo à organização superior militar e político-social dos invasores em outros afirmando a sua identidade político-cultural, absorvendo alguns modelos comportamentais e culturais, mas também contaminando as comunidades alógenas, tanto que por vezes torna-se difícil distinguir indígenas de gregos.” (tradução livre de G. F. La Torre em <italic>Prefazione</italic>, <xref ref-type="bibr" rid="B21">Mollo 2018</xref>: 9).</p>
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					<chapter-title>A Calábria meridional e a expansão grega no Mar Tirreno Metauros entre a pré-colonização e a emporía (sec. VIII-VI a.C)</chapter-title>
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 <italic>50º</italic> 
 <italic>Atti del Convegno di studi sulla Magna Grecia, Alle origine della Magna Grecia</italic>. Istituto 2012, per la storia e l’archeologia della Magna Grecia, Taranto, 971-984.</mixed-citation>
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					<article-title>Le necropoli preelleniche calabresi di Torre Galli e di Canale, Ianchina, Patariti: Con disegni di R. Carta</article-title>
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				<mixed-citation>Osanna, M. 1992. <italic>Chorai coloniali da Taranto a Locri: documentazione archeologica e ricostruzione storica</italic>. Istituto poligrafico e zecca dello stato, Roma.</mixed-citation>
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					<article-title>A instalação do Museu de Arte e Arqueologia da Universidade de São Paulo</article-title>
					<source>Dédalo: Revista de Arte e Arqueologia</source>
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					<fpage>13</fpage>
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					<source><italic>Estudos arqueométricos de artefatos cerâmicos do Mediterrâneo</italic>. (Relatório inédito de pós-doutoramento sob a supervisão de Maria Isabel D’Agostino Fleming)</source>
					<publisher-name>MAE-USP</publisher-name>
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				<mixed-citation>Sabbione, C. 1982. Le aree di colonizzazione di Crotone e Locri Epizefiri nell’VIII e VII sec. a.C. <italic>Annuario della Scuola Archeologica di Atene e delle Missioni Italiane in Oriente</italic> 60: 277-287.</mixed-citation>
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					<article-title>Le aree di colonizzazione di Crotone e Locri Epizefiri nell’VIII e VII sec. a.C</article-title>
					<source>Annuario della Scuola Archeologica di Atene e delle Missioni Italiane in Oriente</source>
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		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p> Processos Fapesp 2018/09308-1 e CNPq 303005/2017.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>Sobre este intercâmbio deve-se consultar <xref ref-type="bibr" rid="B26">Paula (1965</xref>: 13-18); <xref ref-type="bibr" rid="B22">Museu de Arte e Arqueologia (1964</xref>); <xref ref-type="bibr" rid="B13">Florenzano &amp; Hirata 1998</xref>: 123-127; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Meneses (2011 </xref>em especial: 414-417).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Além das listagens iniciais elaboradas pelos responsáveis italianos pelo intercâmbio (cf. referências bibliográficas abaixo), Fleming atualizou estas listagens inserindo uma introdução às peças de cerâmica da Península Itálica e da Sicília e uma bibliografia mais atualizada: <italic>O acervo mediterrânico do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo: cerâmica itálica, etrusca, campânica, púnica e romana</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B8">2005</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Repito aqui a minha posição em relação à utilização do termo indígena para designar as populações não gregas encontradas por estes no Ocidente Mediterrânico.Indígenas é o termo empregado tradicionalmente pela bibliografia especializada para designar essas populações não gregas. Entendemos que não vale a pena trocar uma terminologia consagrada, pois emprega-se muita energia em debates infrutíferos sobre conceitos e termos, energia que poderia estar sendo empregada no aprofundamento do conhecimento. De toda forma, é relevante registrar que alguns autores, muito recentemente, vêm utilizando o termo <italic>epikhorion</italic> para designar essas populações de modo a evitar o emprego do termo indígena (do grego επιχώριος-α-ον: aquele que é do país) (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Florenzano 2023b</xref>: 34).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>Trata-se de obra de difícil acesso e que tive a oportunidade de consultar na Universidade de La Sapienza em Roma, em outubro de 2022 e novembro de 2023.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>A documentação italiana encontra-se no Serviço de Documentação do MAE-USP. São basicamente dois documentos, a listagem das peças oferecidas pelo Museu de Reggio Calabria ao intercâmbio com a USP e o documento oficial do governo italiano sobre o intercâmbio, denominado <italic>Materiali di Antichità Varia.</italic> Ambos os documentos estão com referências completas em nossas Referências Bibliográficas mais abaixo. Essa listagem foi reproduzida em português no <italic>Catálogo n. 1</italic> do então Museu de Arte e Arqueologia da Universidade de São Paulo de 1964 (nome do MAE-USP até 1972) e em trabalho realizado pela Profa. Maria Isabel D’A. Fleming em <xref ref-type="bibr" rid="B8">2005</xref> rvide nota 3).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>A cerâmica de <italic>impasto</italic>, segundo D. <xref ref-type="bibr" rid="B16">Lollini (1961</xref>), indica que as peças são modeladas à mão, sem o uso do torno. Acrescente-se que a argila desse tipo de artefato de cerâmica é temperada em geral com tritume de pedra e palha e, por vezes, as peças são engobadas. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p>Agradeço à Profa. Maria Isabel Fleming, supervisora deste trabalho de pós-doutoramento, a gentileza de me permitir o acesso, já que os resultados desta pesquisa não foram publicados.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p>É indispensável aqui mencionar que, sobre a Idade do Ferro no sul da Itália, os dados disponíveis provêm quase totalmente de escavações arqueológicas. As fontes textuais são muito mais abundantes em relação à presença grega nessa área, enquanto tudo o que sabemos sobre os indígenas provêm do documento material recuperado pelas escavações.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>10</label>
				<p>Gerace está, nas montanhas, a 8/9 km da futura apoikia de Lócris, e hoje é uma cidade sobreposta pela antiga vila medieval.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>11</label>
				<p>Sobre a análise das fontes escritas sobre a fundação de Lócris, recomenda-se a leitura de <xref ref-type="bibr" rid="B23">Musti (1977</xref>: 23-146). Registre-se ainda que a demarcação do território da nova apoikia nessa localidade litorânea implicou no desalojamento de pequenos assentamentos indígenas típicos da Idade do Ferro calabresa, como as escavações em Pirettina e Casino Macri atestam (Mollo 2018: 355, fig. 158).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>12</label>
				<p>Deve-se registrar que os vestígios de necrópoles são sempre os mais encontrados pelos arqueólogos, sobretudo em épocas mais antigas. No caso da Idade do Ferro na Calábria, as poucas áreas residenciais que foram encontradas estão marcadas apenas por estruturas muito perecíveis como buracos de postes que sustentavam telhados, vestígios de fogueiras. Ao que tudo indica, eram assentamentos organizados em pequenos núcleos separados de habitações. Tanto é assim que incialmente Orsi encontrou o cemitério em Canale mas a área residencial correspondente a essa necrópole só foi encontrada na planície de Ianchina no final do século XX depois de muitas sondagens.</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn13">
				<label>13</label>
				<p>FLORENZANO, M. B. B. Contatos culturais no Mediterrâneo antigo: a cerâmica de Canale-Ianchina (Calábria-Itália) no acervo do MAE-USP. <italic>R. Museu Arq. Etn.</italic> 42: 1.-12., 2024.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn14">
				<label>14</label>
				<p>FLORENZANO, M. B. B. Cultural contacts in the Ancient Mediterranean: The Pottery of Canale-Ianchina (Calabria-Italy) in the Collection of the Museum of Archaeology and Ethnology at the University of São Paulo - Brazil. <italic>R. Museu Arq. Etn.</italic> 42: 1.-12, 2024.</p>
			</fn>
		</fn-group>
	</back>
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