Reinvenções de tempos e espaços na escola: o que é possível fazer?
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.i149p89-106Palabras clave:
Diversidade de aprendizagem, reinvenções do tempo e espaço escolar, cultura escolar da EA/FEUSPResumen
Seria possível reinventar os tradicionais tempos e espaços da escola? Este artigo examina a configuração histórica das categorias de tempo e espaço escolar e enfatiza experiências que evidenciam as razões e possibilidades de reinvenção dessas práticas. Por um lado, a análise insere-se no quadro de reflexões históricas sobre os modos pelos quais a cultura escolar vem se constituindo desde o século XIX, quando em diversas partes do mundo o Estado passou a estruturar um sistema de ensino extensivo a todos os cidadãos. Por outro lado, coloca-se em pauta a Escola de Aplicação (EA) da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) e seu Projeto Clube de Leitura e Escrita.
Descargas
Referencias
ALARCÃO, I. (org.). Formação reflexiva de professores – Estratégia de supervisão. Porto, Porto Editora, 1996.
ARÊAS, V. “A casa, as bordas”, in E. Ferraz; V. Stigger (curadores). Constelação Clarice. São Paulo, IMS, 2021.
ARIÈS, P. História social da criança e da família. Rio de Janeiro, Editora Guanabara, 1986.
AZEVEDO, F. de. “As técnicas de produção do livro e as relações entre mestres e discípulos”. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, vol. IV, n. 12, jun./1945, pp. 329-45.
BOTO, C. A liturgia escolar na Idade Moderna. São Paulo, Papirus, 2007.
BOURDIEU, P. Meditações pascalianas. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2001.
CACCIA, M.-F.; SUE, R. Autres temps, autre école: impacts et enjeux des rythmes scolaires. Paris, Retz, 2005.
CERTEAU, M. de. A invenção do cotidiano. Petrópolis, Vozes, 1998.
COMPÈRE, M.-M. Histoire du temps scolaire en Europe. Paris, INRP/Économica, 1997.
CORREIA, A. C. da L.; GALLEGO, R. de C. Escolas públicas primárias em Portugal e em São Paulo: olhares sobre a organização do tempo escolar (1880-1929). Lisboa, Educa, 2004.
ESCOLANO, A. “Tiempo y educación. Notas para una genealogía del almanaque escolar”. Revista de Educación, n. 298, mai.-ago./1992, pp. 55-70.
FRAGO, A. V. “Culturas escolares, reformas e innovaciones: entre la tradición e el cambio”. VIII Jornadas Estatales – Fórum Europeo de Administradores de la Educación. Murcia, Compobell, 1996.
FRAGO, A. V. “Historia de la educación e historia cultural”. Revista Brasileira de Educação. Anped, n. 0, set.-dez./1995, pp. 63-82.
FRAGO, A. V.; ESCOLANO, A. Currículo, espaço e subjetividade: a arquitetura como programa. Rio de Janeiro, DP&A, 2001.
GALLEGO, R. C. “Ninguém fica para trás em práticas de leitura e escrita”, in C. Boto (org.). Escola, pesquisa e mundo digital pós-pandemia: desafios e perspectivas, v. 1. 1ª ed. São Paulo, FEUSP, 2023, pp. 40-60.
GALLEGO, R. C. Tempo, temporalidades e ritmos nas escolas primárias públicas em São Paulo: heranças e negociações (1846-1890). Tese de doutorado. São Paulo, FEUSP, 2008.
GALLEGO, R. C. Uso(s) do tempo: a organização das atividades de alunos e professores nas escolas primárias paulistas (1890-1929). Dissertação de mestrado. São Paulo, FEUSP, 2003.
GALLEGO, R. C; SILVA, V. B. da. “A gestão do tempo e do espaço da escola”. Curso de Gestão da Escola para Diretores. São Paulo, Programa Redefor, SEE/USP, 2010/2011.
GORDO, N. História da Escola de Aplicação da FEUSP (1976-1987): A contribuição de José Mario Pires Azanha para a cultura escolar. Tese de doutorado. São Paulo, FEUSP, 2010.
HAMILTON, D. “The pedagogic paradox (or why no didactics in England?)”. Pedagogy, Culture & Society, vol. 7, n. 1, 1999, pp. 135-52.
HARGREAVES, A. “O tempo – Qualidade ou quantidade? O pacto faustiano”, in Os professores em tempos de mudança. Lisboa, McGraw-Hill, 1998, pp. 105-30.
LAWN, M. “Os professores e a fabricação de identidades”, in A. Nóvoa; J. Schriewer (orgs.). A difusão mundial da escola. Lisboa, Educa, 2000, pp. 69-84.
LIMA, A. L. G. “A escola como um ambiente propício à educação”, in A. L. G. Lima; V. Cazetta (orgs.). O ambiente escolar em transformação. Campinas, Editora Alínea, 2022.
MEIRIEU, P. Aprender... Sim, mas como? Porto Alegre, Artmed, 1998.
MORALES, P. A relação professor-aluno: o que é, como se faz. 4ª ed. São Paulo, Loyola, 2003.
NÓVOA, A. (org.). As organizações escolares em análise. Lisboa, Dom Quixote/Instituto de Inovação Educacional, 1995.
NÓVOA, A.; ALVIM, Y. C. “Os professores depois da pandemia”. Educação & Sociedade, v. 42, 2021, p. e249236.
RAYNAL, M. “Les temps de l’école rythment-ils les temps sociaux?”, in T. Paquot (dir.). Le quotidien urbain: essais sur les temps des villes. Paris, La Découverte/Institut des Villes, 2001.
SILVA, V. B. da. Saberes em viagem nos manuais pedagógicos: construções da escola em Portugal e no Brasil (1870-1970). Tese de doutorado. São Paulo, FEUSP, 2006.
VICENTINI, P. P.; SILVA, T.; GALLEGO, R. de C. “O ensino diferenciado nos anos iniciais da Escola de Aplicação da FEUSP: espaço, sujeitos e práticas”. Primus Vitam, v. 17, 2023, pp. 21-40.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista USP

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
|
Pertence à revista. Uma vez publicado o artigo, os direitos passam a ser da revista, sendo proibida a reprodução e a inclusão de trechos sem a permissão do editor. |