Para desejar o impossível: diários queer de Lúcio Cardoso e Roland Barthes
DOI:
https://doi.org/10.11606/2316901X.n91.2025.e10729Palavras-chave:
Diários queer, Roland Barthes, Lúcio CardosoResumo
Lendo os diários de Lúcio Cardoso em diálogo com Roland Barthes sob uma perspectiva queer que vai além dos limites entre vida e arte, autor e obra, apresento dimensões estéticas e éticas da escritura relacionada à velhice, ao amor, à amizade, à sexualidade e à solidão relacionadas à experiência do solteirão que pode ampliar a compreensão do Modernismo brasileiro. O que implica uma forma de leitura diferente tanto das representações de não heteronormatividades, tiradas do armário da homossexualidade de artistas, bem como de formas de reinventar relações afetivas e sexuais. Proponho algumas observações sugeridas mais do que desenvolvidas em fragmentos diferentes de um artigo com início e fim, como se fora um diário de leitura.
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