Uma canção do exílio em “‘Cara-de-Bronze’”

Autores

  • Cecilia Marks Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/2316901X.n94.2026.e10824

Palavras-chave:

“‘Cara-de-Bronze’”, Buriti de Inácia Vaz, Querência

Resumo

O artigo analisa “‘Cara-de-Bronze’”, de Corpo de baile, de Guimarães Rosa, destacando sua ousadia estilística, marcada pela mistura de gêneros, referências, intertextos e recursos paratextuais. Trata-se de uma de suas poucas narrativas cujo enredo transcorre, parcialmente, fora dos limites do sertão compreendido entre o centro e o noroeste de Minas Gerais e adjacências. A partir de indicações de toponímia, busca-se identificar o percurso do vaqueiro Grivo para cumprir a demanda do fazendeiro Cara-de-Bronze, interpretando a viagem como uma rapsódia ao cerrado, tal a quantidade de menções à natureza desse bioma. Também são apresentados símbolos recorrentes na literatura rosiana, como o buriti e a querência, termo esse relacionado à condição de exilado do personagem-título. Por fim, traça-se um paralelo com o poeta Antônio Gonçalves Dias e sua “Canção do exílio”.

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Biografia do Autor

  • Cecilia Marks, Universidade de São Paulo

    Cecilia Marks é doutora em Letras pelo Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP).

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Publicado

2026-09-01

Edição

Seção

Dossiê Guimarães Rosa – 70 anos de Corpo de baile e Grande sertão: veredas

Como Citar

Marks, C. (2026). Uma canção do exílio em “‘Cara-de-Bronze’”. Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, 1(94), e10824. https://doi.org/10.11606/2316901X.n94.2026.e10824