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				<journal-title>Revista do Instituto de Estudos Brasileiros</journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">0020-3874</issn>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2316-901X.v0i68p266-272</article-id>
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					<subject>Documentação</subject>
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				<article-title>Mário, Sábato</article-title>
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					<trans-title>Mário, Sábato</trans-title>
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					<label>1</label>
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			<author-notes>
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					<label>MARCOS ANTONIO DE MORAES </label>
					<p>é professor de Literatura Brasileira do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP) e organizador de Câmara Cascudo e Mário de Andrade. Cartas, 1924-1944 (2010). E-mail: mamoraes@usp.br</p>
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			<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Sep-Dec</season>
				<year>2017</year>
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			<issue>68</issue>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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		<p>
			<fig id="f1">
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				<attrib>MORAES, Marcos Antonio de. Mário, Sábato. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 68, p. 266-272, dez. 2017.</attrib>
			</fig>
		</p>
		
		<p>Ao receber poemas de Lira Paulistana, ainda inéditos, que lhe foram entregues por Sábato Magaldi, a pedido de Mário de Andrade, a escritora mineira Henriqueta Lisboa compõe, na carta ao amigo paulistano, em 22 de outubro de 1944, o perfil intelectual do jovem que batera à sua porta em Belo Horizonte: “Esse que veio à minha casa e tem dezessete anos já devorou todo ou quase todo o Gide!”<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>.</p>
		<p>Mário de Andrade foi apresentado a Sábato Magaldi em meados de setembro desse mesmo ano, em sua quarta viagem à capital mineira, que, em 1924, lhe inspirara os versos de “Noturno de Belo Horizonte”. Pretendia ir “pra abraçar e conversar amigos”<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>, como os que fizera em novembro de 1939, entre eles, Murilo Rubião, João Etienne Filho e Otávio Dias Leite. Descompromissado, viajava por conta própria; avisou a Otávio: não desejava “anúncio no jornal, nem aproximação com personagens oficiais nem entrevista (vá à merda!)”<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>. Tencionava ver de perto “essa maravilha”, a Pampulha<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref>, com o “Iate Clube, Sala de Baile, Cassino, a igreja quase terminada, e em andamento o Grande Hotel. Tudo da arquitetura mais moderna do mundo”<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref>.</p>
		<p>Os dias vividos em Belo Horizonte, entre moços, são lembrados em carta a Paulo Duarte, em 30 de setembro, em que reitera a sua percepção da “inteligência mineira” como “a mais completa e harmoniosa do Brasil”<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref>. Desenha o espectro do grupo que o acolhera calorosamente, incitando nele gestos de solidariedade:</p>
		<p>
			<fig id="f2">
				<graphic xlink:href="2316-901X-rieb-68-00266-gf2.jpg"/>
				<attrib>Entre atores renomados, Sábato tomou posse, em 1995, da cadeira n. 24 da Academia Brasileira de Letras</attrib>
			</fig>
		</p>
		
		<disp-quote>
			<p>Encontrei lá um grupo de novos extraordinário [...]. Tive que cortar um doze danado, tantas perguntas, e tantas preocupações graves e nobres, eu me fazendo participante de tudo, e... foi assim como se eu tivesse me esquecido de mim, inteiramente entregue ao estudo e ajuda daqueles espíritos graves e torturados pelo mundo. Sim, foi maravilhoso, não tem dúvida, uma vida densa e intensa da manhã à noite, ou melhor, madrugada, por quinze dias<xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref>.</p>
		</disp-quote>
		<p>De volta à rua Lopes Chaves, 546, permaneceu em Mário de Andrade a “preocupação com aquela gentinha”<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref> querida e, como “professor”, sentia a “necessidade de lhes dizer certas coisas mais duras a respeito deles mesmos, de dar coragem para eles se retemperarem em maior firmeza”<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref>. A atuação engajada do escritor modernista, em tempos de conflito mundial e de autoritarismo do Estado Novo, passava a exigir dos intelectuais posturas incisivas, inconformistas. Os versos de Lira paulistana, ciculando na mãos dos moços mineiros, traziam o germe político. De modo ambivalente, contudo, ressentia-se de que esses rapazes não pudessem viver despreocupados da realidade social, como ele próprio, em sua juventude.</p>
		<p>
			<fig id="f3">
				<graphic xlink:href="2316-901X-rieb-68-00266-gf3.jpg"/>
			</fig>
		</p>
		<p>Ao escrever, em primeiro lugar a Otto Lara Resende, em 24 de setembro, uma semana depois de sua chegada, Mário fixa um retrato abrangente das gerações que se sucediam, instituindo vínculos. Traz à memória os nomes de Hélio Pelegrino, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Wilson Figueiredo (o “Figueiró”), Emílio Moura, os irmãos José Geraldo e José Renato Santos Vieira, Alphonsus de Guimarães Fiho, Murilo Rubião e Sábato Magaldi: </p>
		<disp-quote>
			<p>[...] vocês formam um grupo extraordinário dentre os grupos de moços que conheço no Brasil. Falo exatamente do que me pareceu ser o grupo, você, o Hélio, o Paulo, o Fernando, não sei até que ponto do Figueiró, e com a presença perfeita, a antepresença do Emílio. Os outros são muito moços, sensivelmente “outra geração”, menos na idade que pelo deslumbramento em que ainda vivem no aprendizado da vida, o Sábato, o Frederico, Geraldo, Renato etc. E há também os outros, como um Alphonsus, por exemplo, que são, em relação ao grupo, distantes. E há o Murilo<xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref>.</p>
		</disp-quote>
		<p>Do estudioso Sábato, que tanto impressionou Henriqueta Lisboa, Mário trouxe consigo “versos” para comentar, como parece sugerir a carta a ele remetida em 3 de outubro. A verve criativa do rapaz ainda se espraiava na prosa de ficção. O criador de Macunaíma, escrevendo a Hélio Pelegrino, em 22 de novembro, coloca em pauta o julgamento negativo do destinatário acerca de um “conto” de autoria de Magaldi, que considerava “pura gratuidade [...] política”<xref ref-type="fn" rid="fn11"><sup>11</sup></xref> e portanto infecundo na luta contra os donos da vida. Mário sai em defesa do autor: “Que mal há que ele exerça suas armas intelectuais e prepare sua técnica futura de escritor em contos gratuitos, e mesmo experimente isso pela publicação?”<xref ref-type="fn" rid="fn12"><sup>12</sup></xref>. Nessa formulação, aparentemente contraditória em relação ao pensamento político de Mário de Andrade, avesso a “gratuidades”, vislumbra-se um procedimento pedagógico que prevê etapas, entre as quais a plena conquista da expressão, a partir do qual o criador passaria a exigir, cada vez mais, uma consciência crítica de si e, assim, tomar a sua arte como desassossegado exercício de participação social.</p>
		<p>Mário de Andrade, no final de 1944, esforçava-se por superar o abatimento (“estado de gaveta”), confessado na carta a Sábato, mergulhando em suas múltiplas atividades, a correspondência uma delas. Refere-se à sua atuação (engajada) na coluna Mundo Musical, na Folha da Manhã, de São Paulo, e à escrita da monografia sobre o padre Jesuíno de Monte Carmelo, pesquisa devida ao Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), do qual, em 1936, vale lembrar, fora o autor do anteprojeto.</p>
		<p>O diálogo com Sábato - o “Babá” dos amigos mais próximos - estava aberto, Mário de Andrade oferecendo a ele seus versos ainda em manuscritos, tornando-o um privilegiado agente de difusão de seus escritos, e com ele partilhando o impulso criativo que, a 30 de novembro, o levaria à escritura de “A meditação sobre o Tietê”, o seu testamento poético. Com a morte de Mário, em 25 de fevereiro de 1945, as parcas interromperiam uma auspiciosa correspondência que mal se iniciava.</p>
		<p>
			<fig id="f4">
				<graphic xlink:href="2316-901X-rieb-68-00266-gf4.jpg"/>
				<attrib>Carta datada: “S. Paulo, 3-X-44”, autógrafo a tinta preta; papel branco; 1 folha; 29 x 21 cm; rasgamentos nas bordas. Acervo Sábato Magaldi. A transcrição da mensagem pautou-se pela norma ortográfica vigente, desconsiderando a forma “d’aí”, “prà”.</attrib>
			</fig>
		</p>
		
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			<title>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</title>
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				<mixed-citation>ARQUIVO-Museu de Literatura Brasileira, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>CARTA ABERTA/De Mário para Otto. Carta de Mário de Andrade a Otto Lara Resende, São Paulo, 24 set. 1944. Serrote, n. 1, São Paulo, mar. 2009, p. 216. Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.revistaserrote.com.br/2011/06/de-mario-para-otto">www.revistaserrote.com.br/2011/06/de-mario-para-otto</ext-link>&gt;. Acesso em: 13 nov. 2017.</mixed-citation>
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						<collab>CARTA ABERTA/De Mário para Otto</collab>
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					<source>Carta de Mário de Andrade a Otto Lara Resende</source>
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				<mixed-citation>DUARTE, Paulo. Mário de Andrade por ele mesmo. 2. ed. São Paulo: Hucitec/ Prefeitura do Município de São Paulo/ Secretaria Municipal de Cultura, 1985.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>MORAES, Marcos Antonio (Organização, introdução e notas). Mário, Otávio: Cartas de Mário de Andrade a Otávio Dias Leite (1936-1944). São Paulo, IEB/USP-Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes-Imprensa Oficial, 2006.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>SOUZA, Eneida Maria de (Organização, introdução e notas); PALU, Pe. Lauro (Notas); BARSALINI, Maria Sílvia Ianni (Estabelecimento de texto das cartas). Correspondência Mário de Andrade &amp; Henriqueta Lisboa. São Paulo: Edusp/IEB/Peirópolis, 2010.</mixed-citation>
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				<label>1</label>
				<p> Carta de Henriqueta Lisboa a Mário de Andrade, 22 out. 1944. SOUZA, Eneida Maria de (Organização, introdução e notas); PALU, Pe. Lauro (Notas); BARSALINI, Maria Sílvia Ianni (Estabelecimento de texto das cartas). Correspondência Mário de Andrade &amp; Henriqueta Lisboa. São Paulo: Edusp/IEB/Peirópolis, 2010, p. 301.</p>
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				<label>2</label>
				<p> Carta a Otávio Dias Leite, 13 ago. 1944. MORAES, Marcos Antonio (Organização, introdução e notas). Mário, Otávio – cartas de Mário de Andrade a Otávio Dias Leite (1936-1944). São Paulo, IEB/USP-Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes-Imprensa Oficial, 2006, p. 100-101.</p>
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				<label>3</label>
				<p> Ibidem, p. 101.</p>
			</fn>
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				<label>4</label>
				<p> Ibidem.</p>
			</fn>
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				<label>5</label>
				<p> Carta a Paulo Duarte, 30 set. 1944. DUARTE, Paulo. Mário de Andrade por ele mesmo. 2. ed. São Paulo: Hucitec/Prefeitura do Município de São Paulo/Secretaria Municipal de Cultura, 1985, p. 280.</p>
			</fn>
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			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p> Ibidem, p. 280.</p>
			</fn>
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			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p> Ibidem, 280..</p>
			</fn>
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			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p> Ibidem, p. 281</p>
			</fn>
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			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p> Ibidem.</p>
			</fn>
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				<label>10</label>
				<p> Carta Aberta/De Mário para Otto. Carta de Mário de Andrade a Otto Lara Resende, São Paulo, 24 set. 1944. Serrote, n. 1, São Paulo, mar. 2009, p. 216. Disponível em: &lt;www.revistaserrote.com.br/2011/06/de-mario-para-otto&gt;. Acesso em: 13 nov. 2017.</p>
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				<label>11</label>
				<p> Carta de Mário de Andrade a Hélio Pelegrino, 22 nov. 1944. Arquivo-Museu de Literatura Brasileira, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro.</p>
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			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>12</label>
				<p> Ibidem.</p>
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