Ao herói que faz a festa: a Academia dos Felizes (São Paulo, 1770)
DOI:
https://doi.org/10.11606/2316901X.n93.2026.e10782Palabras clave:
Academia dos Felizes, D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão, HeróiResumen
Este artigo investiga a Academia dos Felizes, fundada em São Paulo em 1770. Para tanto, analisa-se o códice da Relação das festas públicas, as festas as quais a academia integrou, os escritos dela resultantes e a fabricação do governador da capitania como herói. Por meio dele constata-se a existência, em São Paulo, de pessoas aptas a compor uma academia, as quais partilhavam das concepções do período do que era fazer poesia, e que empregaram a escrita para a celebração de um acontecimento. Nota-se, também, a intenção de legar ao futuro imagens positivas do evento não só através das palavras, mas também da materialidade do códice.
Descargas
Referencias
ALMADA, Márcia. Cultura escrita e materialidade: possibilidades interdisciplinares de pesquisa. PÓS: Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes da EBA/UFMG, Belo Horizonte, v. 4, n. 8, 2014, p. 134-147. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/15485. Acesso em: 15 ago. 2025.
ALVES, Helle. Poetas religiosos de 1770. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 26 nov. 1960, p. 4.
ALVES, Helle. O sonho na Academia de 70. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 13 maio 1961, p. 4.
ÁVILA, Affonso. O lúdico e as projeções do mundo barroco. São Paulo: Perspectiva, 1971.
BALANDIER, Georges. O poder em cena. Brasília: Editora da UnB, 1982.
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Autoridade e conflito no Brasil colonial: o governo do Morgado de Mateus em São Paulo (1765-1775). São Paulo: Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1979.
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Nem o tempo nem a distância: correspondência entre o 4º Morgado de Mateus e sua mulher, D. Leonor de Portugal (1757-98). Lisboa: Alêtheia, 2007.
BLUTEAU, Rafael. Vocabulario portuguez, e latino, aulico, anatomico, architectonico, bellico, botanico... V. 2. Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1712-1728.
BORREGO, Maria Aparecida de Menezes. Dimensões materiais e memoriais do passado colonial paulista. São Paulo: Museu Paulista, 2025.
BRUNO, Ernani Silva. História e tradições da cidade de São Paulo. 4. ed. V. 1. São Paulo: Hucitec, 1983.
BURKE, Peter. A fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
CASTILLO GÓMEZ, Antonio. Livros e leituras na Espanha do século de ouro. Cotia: Ateliê Editorial, 2014.
CASTILLO GÓMEZ, Antonio. Grafias no cotidiano: escrita e sociedade na história (séculos XVI a XX). Rio de Janeiro: Eduerj; Niterói: Eduff, 2020.
CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. 2. ed. Brasília: Editora UnB, 1998.
CURTO, Diogo Ramada. Cultura imperial e projetos coloniais (séculos XV a XVIII). Campinas: Editora Unicamp, 2009.
FONDA, Enio Aloísio. A “Academia dos Felizes” (1770) e a Poesia Latina de frei Antônio de Sant’Anna Galvão, religioso franciscano. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 13, 1972, p. 67-84. https://doi.org/10.35699/2317-2096.2025.57210.
FRANCA S.J., Leonel. O método pedagógico dos jesuítas: o Ratio Studiorum: Introdução e tradução. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 1952.
FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Eva barbada: ensaios de mitologia medieval. São Paulo: Edusp, 2010.
FREIRE, Francisco José. Arte poetica, ou regras da verdadeira poesia em geral, e de todas as suas especies principaes, tratadas com juizo critico. 2. ed. T. 1. Lisboa: Na Offic. Patriarcal de Francisc. Luiz Ameno, 1759.
FURTADO, Júnia Ferreira. Desfilar: a procissão barroca. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 17, n. 33, 1997, p. 251-279. Disponível em: https://www.anpuh.org/revistabrasileira/view?ID_REVISTA_BRASILEIRA=11. Acesso em: ago. 2025.
GENETTE, Gérard. Paratextos editoriais. Cotia: Ateliê Editorial, 2009.
GONÇALVES, Marina Furtado. Fazer e usar papel: caracterização material da documentação avulsa da coleção Casa dos Contos do Arquivo Público Mineiro (1750-1800). Tese (Doutorado em História Social da Cultura). Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2021.
HANSEN, João Adolfo; MOREIRA, Marcello. Para que todos entendais: poesia atribuída a Gregório de Matos e Guerra: letrados, manuscritura, retórica, autoria, obra e público na Bahia dos séculos XVII e XVIII. V. 5. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
HARTOG, François. O espelho de Heródoto: ensaio sobre a representação do outro. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1999.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 13. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.
HORCH, Rosemarie E. Relação dos manuscritos da coleção “J. F. de Almeida Prado”. São Paulo: Universidade de São Paulo; Instituto de Estudos Brasileiros, 1966.
LIMA, Luís Filipe Silvério. O império dos sonhos: narrativas proféticas, sebastianismo e messianismo brigantino. Tese (Doutorado em História Social). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. https://doi.org/10.11606/T.8.2005.tde-28042006-222642.
MARAVALL, José Antonio. A cultura do barroco: análise de uma estrutura histórica. São Paulo: Edusp, 2009.
MCKENZIE, D. F. Bibliografia e a sociologia dos textos. São Paulo: Edusp, 2018.
MENESES, Ulpiano Toledo Bezerra de. A cultura material no estudo das sociedades antigas. Revista de História, São Paulo, n. 115, 1983, p. 103-117. Disponível em: https://revistas.usp.br/revhistoria/article/view/61796. Acesso em: 15 ago. 2025.
NAVARRO, Eduardo de Almeida. O último refúgio da língua geral no Brasil. Estudos Avançados, v. 26, n. 76, 2012, p. 245-254. Disponível em: https://revistas.usp.br/eav/article/view/47555. Acesso em: 15 ago. 2025.
NÚÑEZ CONTRERAS, Luis. Manual de paleografía: fundamentos e historia de la escritura latina hasta el siglo VIII. Madri: Cátedra, 1994.
PEREIRA, Maria Cristina Correia Leandro. As letras como ornamentação: as iniciais nos livros representados na pintura do Grão Vasco (?-1542/1543). Palíndromo, Florianópolis, v. 12, n. 27, 2020, p. 70-85. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/palindromo/article/view/1. Acesso em: 15 ago. 2025.
PINHEIRO, Péricles da Silva. Manifestações literárias em São Paulo na época colonial. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1961.
POLASTRE, Claudia Aparecida. A música na cidade de São Paulo, 1765-1822. Tese (Doutorado em História). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
https://doi.org/10.11606/T.8.2008.tde-13042009-154843.
RELAÇÃO das festas públicas que na cidade de São Paulo fez o Illmo. e Exmo. Senhor D. Luis Antonio de Souza Bot.º Mourão Governador, e Capm. General dada. Captia. Com a occazião de collocar a Imagem da senhora de Santa Anna em a Capella Nova, que mandou fazer na Igreja do Collegio desta cidade, em que rezide: cuja celebridade se fez no Domingo 19 de Agosto de 1770 q he juntamte. dia de S. Joaquim e S. Luis Bispo (...). Manuscrito [1770]. Fundo Yan de Almeida Prado, Biblioteca do IEB/USP, YAP-039. [Códice].
RELAÇÃO de livros pertencentes à livraria que tem D. Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão na cidade de São Paulo. 1775. Fundação Casa de Mateus, SICM/SSC 06.02/Subi-GSP / SSC 01.01 / DS / RELAÇÃO LIV. [Manuscrito].
ROBERTS, Lissa. The circulation of knowledge in early Modern Europe: embodiment, mobility, learning and knowing. History of Technology, v. 31, 2012, p. 47-68.
SILVA, Ana Rosa Coclet da. Inventando a nação: intelectuais ilustrados e estadistas luso-brasileiros na crise do Antigo Regime português (1750-1822). São Paulo: Hucitec; Fapesp, 2006.
SORDET, Yann. História do livro e da edição: produção & circulação, formas & mutações. Cotia: Ateliê Editorial, 2023.
TAUNAY, Afonso d’Escragnolle. História da cidade de São Paulo no século XVIII. V. 2, 2ª parte. São Paulo: Divisão do Arquivo Histórico de São Paulo, 1951.
TEIXEIRA, Ivan. Mecenato pombalino e poesia neoclássica. São Paulo: Edusp, 1999.
TORRÃO FILHO, Amilcar. Festa e espaço simbólico: uma luzida corte na São Paulo do século XVIII. Desígnio, São Paulo, v. 4, set. 2005, p. 11-26.
VILLALTA, Luiz Carlos. O que se fala e o que se lê: língua, instrução e leitura. In: SOUZA, Laura de Mello e (Org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 331-385.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista do Instituto de Estudos Brasileiros

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
- Todo o conteúdo do periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons do tipo atribuição CC-BY.