Jaguaretama, jagunçama: a forma dialógica em Guimarães Rosa, do Iauaretê ao Grande sertão – e vice-versa

Autores/as

  • Marise Soares Hansen Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/2316901X.n94.2026.e10813

Palabras clave:

Dialogismo, “Meu tio o Iauaretê”, Grande sertão: veredas

Resumen

A forma dialógica, característica da poética rosiana, embora se tenha consagrado em Grande sertão: veredas, não surgiu com esse romance. Textos anteriores – notadamente “Entremeio: com o vaqueiro Mariano” e “Meu tio o Iauaretê” – foram decisivos para a experimentação da cenografia do diálogo, a qual, por seu turno, coloca em cena um enunciador que monopoliza o discurso, como ocorre com o narrador-protagonista Riobaldo. O presente ensaio analisa a trajetória de “Meu tio o Iauaretê” e sua relação com Grande sertão: veredas (1956), publicado no intervalo entre a criação e a publicação do conto, respectivamente, 1949 e 1961 (na revista Senhor), considerando em ambos a transformação da marginalidade (social) em centralidade (do discurso).

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Biografía del autor/a

  • Marise Soares Hansen, Universidade de São Paulo

    Marise Soares Hansen é professora de Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP).

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Publicado

2026-09-01

Número

Sección

Dossiê Guimarães Rosa – 70 anos de Corpo de baile e Grande sertão: veredas

Cómo citar

Soares Hansen, M. (2026). Jaguaretama, jagunçama: a forma dialógica em Guimarães Rosa, do Iauaretê ao Grande sertão – e vice-versa . Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, 1(94), e10813. https://doi.org/10.11606/2316901X.n94.2026.e10813