Infância, som fantasma (Corpo de baile)

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DOI :

https://doi.org/10.11606/2316901X.n94.2026.%25p

Mots-clés :

Espectralidade, Infância, Sonoridade

Résumé

Este ensaio analisa a arquitetura de Corpo de baile e seu diálogo com Primeiras estórias, destacando as repetições que articulam as duas obras. A partir de “Campo geral” e “Buriti”, argumenta-se que  a infância permanece como presença fantasmática na narrativa, na linguagem e na própria concepção rosiana de ficção. A análise mostra como a trajectória de Miguilim/Miguel se organiza através de ecos, inversões e regressos, destacando a sonoridade – cantos de pássaros, ruídos noturnos, ecos e silêncios – como elemento que conecta presença e ausência, infância e pós-infância. A figura de Zequiel, em “Buriti”, evidencia essa poética da escuta, na qual os sons da noite se tornam um espaço de inscrição das memórias e dos fantasmas de Miguel. Defende-se, assim, que a sonoridade é princípio estruturante da narrativa de Guimarães Rosa e da sua reflexão sobre a experiência, a memória e a ficção.

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Biographie de l'auteur

  • Clara Rowland, Universidade Nova de Lisboa

    Clara Rowland é professora do Departamento de Estudos Portugueses da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e investigadora do Instituto de Estudos de Literatura e Tradição da Universidade Nova de Lisboa (UNL).

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Publiée

2026-09-01

Numéro

Rubrique

Dossiê Guimarães Rosa – 70 anos de Corpo de baile e Grande sertão: veredas

Comment citer

Rowland, C. (2026). Infância, som fantasma (Corpo de baile). Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, 1(94), e10808. https://doi.org/10.11606/2316901X.n94.2026.%p