Níveis de eosinófilos na fase aguda da doença de Chagas experimental

Autores/as

  • Maria Cristina Nakhle USP; FM; HC; Laboratório de Alergia e Imunopatologia
  • Maria Da Conceição S. de Menezes Fundação para o Desenvolvimento e Aprimoramento de Profissionais
  • Ione Irulegui USP; FM; HC; Laboratório de Alergia e Imunopatologia

Palabras clave:

Experimental Chagas' disease, Mice strains, Eosinophil kinetics

Resumen

A dinâmica de eosinófilos, na medula óssea, sangue e exsudato peritoneal, de uma linhagem de camundongos resistente (C57B1/6) e de uma susceptível (A/Snell) foi comparativamente estudada durante a fase aguda da infecção com a cepa Y do Trypanosoma cruzi. Foi observada uma queda nos níveis de eosinófilos da medula óssea nos camundongos A/Sn, mas não nos C57, logo após a infecção, os dos primeiros permanecendo significativamente abaixo dos níveis dos últimos até o 4? dia de infecção. Os níveis de eosinófilos da medula óssea nos camundongos C57 caíram subseqüentemente a níveis próximos aos dos camundongos A/Sn, o número destas células neste compartimento permanecendo em torno de 50% daqueles dos controles não infectados, em ambas as linhagens, até o término do experimento, no 14º dia. As flutuações nos níveis de eosinófilos no sangue e cavidade peritoneal foram semelhantes nas duas linhagens de camundongos estudadas. Concomitantemente com a depleção na medula, ocorreram depleção destas células no sangue e significativo aumento na cavidade peritoneal, foco inicial da infecção, em ambas linhagens de camundongos. A diferença nos níveis de eosinófilos da medula óssea entre os camundongos C57 e A/Sn, observada nos 4 primeiros dias de infecção, sugere uma maior capacidade de eosinopoiese dos primeiros nesse período, o que poderia contribuir para sua maior resistência à infecção pelo T. cruzi.

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Publicado

1989-12-01

Número

Sección

Original Articles

Cómo citar

Nakhle, M. C., Menezes, M. D. C. S. de, & Irulegui, I. (1989). Níveis de eosinófilos na fase aguda da doença de Chagas experimental . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 31(6), 384-391. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28693