Doença de Chagas aguda: vias de transmissão, aspectos clínicos e resposta à terapêutica específica em casos diagnosticados em um centro urbano

Autores/as

  • M.A. Shikanai-Yasuda Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Hospital das Clínicas
  • M.H. Lopes Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina
  • J.E. Tolezano Instituto Adolfo Lutz de São Paulo
  • E. Umezawa USP; FM; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
  • V. Amato Neto USP; FM; Depto. de Doenças Infecciosas e Parasitárias
  • A.C.Pereira Barreto USP; FM; Hospital das Clínicas; Instituto do Coração
  • Y. Higaki USP; FM; Hospital das Clínicas; Divisão de Clínica de Moléstias Infecciosas e Parasitárias
  • A.A.B. Moreira Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Depto. de Doenças Infecciosas e Parasitárias
  • G. Funayama USP; FM; Hospital das Clínicas; Divisão de Clínica de Moléstias Infecciosas e Parasitárias
  • A.A. Barone Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Depto. de Doenças Infecciosas e Parasitárias
  • A. Duarte USP; FM; Hospital das Clínicas; Laboratório de Imunogenética e Transplante Experimental
  • V. Odone USP; FM; Hospital das Clínicas; Divisão Clínica Pediátrica
  • G.C. Cerri USP; FM
  • M. Sato USP; FM; Hospital das Clínicas; Laboratório de Imunogenética e Transplante Experimental
  • D. Pozzi USP; FM; Depto. de Clínica Médica
  • M. Shiroma USP; FM; Depto. de Doenças Infecciosas e Parasitárias

Palabras clave:

Doença de Chagas, vias de transmissão da doença de Chagas, benzonidazol, imunodepressão e doença de Chagas

Resumen

Relata-se o quadro clínico de 27 pacientes com doença de Chagas aguda, acompanhados no ambulatório da Clínica de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da FM-USP no período de 1974 a 1987. As vias de transmissão envolvidas foram: vetorial em 7 casos, transfusional em 9, transplante de rim e/ou transfusional em 4, acidental em 1, via oral em 3, provável aleitamento materno em 1, congênita ou aleitamento materno em 1, congênita ou transfusional em 1. Pacientes com infecção por via vetorial eram procedentes da Bahia e Minas Gerais, tendo 6 apresentado a doença de 1974 a 1980 e um em 1987. Já os pacientes infectados por via transfusional adquiriram a doença na Grande São Paulo, 7 deles após 1983. O quadro clínico foi oligossintomático ou assintomático em 4 pacientes, sendo 3 deles imunodeprimidos por doença de base ou por medicamentos. Em outros 2 pacientes imunodeprimidos ocorreu miocardite grave com insuficiência cardíaca congestiva. O quadro clínico foi também mais grave em 5 de 6 crianças menores de dois anos de idade, qualquer que fosse a via de transmissão. A avaliação de 16 pacientes tratados na fase aguda com benzonidazol (4-10mg/kg/dia) por 30 a 60 dias mostrou falha terapêutica em 4/16 (25,0%), possível sucesso terapêutico em 9/16 (56,2%), sendo inconclusivos os resultados em 3/16 (18,8%). A reação de LMC foi concordante com o xenodiagóstico em 18 e 22 casos (agudos e na fase crônica inicial), e se negativou mais precocemente que as RSC. No seguimento pós-terapêutico, observou-se aparecimento de doença linfoproliferativa em um paciente com anemia aplástica e que recebia corticosteróide 6 anos após o emprego de benzonidazol.

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Referencias

Publicado

1990-02-01

Número

Sección

Original Article

Cómo citar

Shikanai-Yasuda, M., Lopes, M., Tolezano, J., Umezawa, E., Amato Neto, V., Barreto, A., Higaki, Y., Moreira, A., Funayama, G., Barone, A., Duarte, A., Odone, V., Cerri, G., Sato, M., Pozzi, D., & Shiroma, M. (1990). Doença de Chagas aguda: vias de transmissão, aspectos clínicos e resposta à terapêutica específica em casos diagnosticados em um centro urbano . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 32(1), 16-27. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28703