Aspectos ecológicos da leishmaniose tegumentar americana: 8. avaliação da atividade enzoótica de Leishmania (Viannia) braziliensis, em ambiente florestal e peridomiciliar, região do Vale do Ribeira, Estado de São Paulo, Brasil

Autores/as

  • Almério de Castro Gomes Universidade de São Paulo; Faculdade de Saúde Pública; Departamento de Epidemiologia
  • Sergio Gomes Coutinho FIOCRUZ; Departamento de Protozoologia
  • Gil Vianna Paim Universidade de São Paulo; Faculdade de Saúde Pública; Departamento de Prática de Saúde Pública
  • Sandra Maria Otatti de Oliveira Universidade de São Paulo; Faculdade de Saúde Pública; Departamento de Prática de Saúde Pública
  • Eunice Aparecida Bianchi Galati Universidade de São Paulo; Faculdade de Saúde Pública; Departamento de Epidemiologia
  • Marise Pinheiro Nunes FIOCRUZ; Departamento de Protozoologia
  • Antonio Norberto Capinzaiki Departamento de Saúde do Vale do Ribeira
  • Yoshimi Imoto Yamamoto Universidade de São Paulo; Faculdade de Ciências Farmacêuticas; Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas
  • Paul Rotter Universidade de São Paulo; Faculdade de Ciências Farmacêuticas; Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas

Palabras clave:

Leishmaniose tegumentar, epidemiologia, roedor, cão, flebotomíneo e transmissão

Resumen

A evidência da transmissão extraflorestal da leishmaniose cutâneo-mucosa na região do Vale do Ribeira ensejou o presente estudo epidemiológico prospectivo, visando avaliar a atividade enzoótica de L. (V.) braziliensis. A pesquisa paratisológica da infecção natural em pequenos mamíferos e população canina foi complementada com o teste de imunofluorescência indireta (IFI) para cães e captura de flebotomíneos em ambiente florestal e peridomiciliar. A positividade para o teste sorológico e exame parasitológico somente foi observada para cães residentes e com taxas de 5,6 e 2,4%, respectivamente. Entre animais silvestres e sinantrópicos capturados, destacam-se os pertencentes a Oryzomys (Oligoryzomys) e Rattus rattus, ambos assinalados em proporções equivalentes (29,3%), em ambiente peridomiciliar. Foram capturados apenas 166 exemplares femininos de Lutzomyia intermedia, fato atribuído à borrifação das habitações humanas e anexos com DDT. No contexto epidemiológico mais amplo, discute-se a fragilidade do ciclo extraflorestal da L. (V.) braziliensis; o papel do cão e de pequenos mamíferos, como fonte de infecção domiciliar, além de analisar o potencial deles na dispersão do parasita na área estudada.

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Referencias

Publicado

1990-04-01

Número

Sección

Epidemiology

Cómo citar

Gomes, A. de C., Coutinho, S. G., Paim, G. V., Oliveira, S. M. O. de, Galati, E. A. B., Nunes, M. P., Capinzaiki, A. N., Yamamoto, Y. I., & Rotter, P. (1990). Aspectos ecológicos da leishmaniose tegumentar americana: 8. avaliação da atividade enzoótica de Leishmania (Viannia) braziliensis, em ambiente florestal e peridomiciliar, região do Vale do Ribeira, Estado de São Paulo, Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 32(2), 105-115. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28720