Da necessidade de se adotar e divulgar esquemas terapêuticos para tratamento de leishmaniose tegumentar no Paraná

Autores/as

  • Ueslei Teodoro Fundação Universidade Estadual de Maringá
  • Roberto Palma Spinoza Superintendência de Campanhas de Saúde Pública
  • Vicente La Salvia Filho Fundação Universidade Estadual de Maringá
  • Ana Lúcia Falavigna Guilherme Fundação Universidade Estadual de Maringá
  • Airton Pereira Lima Secretaria de Estado de Saúde
  • Gabriel Marcelo Botelho Junqueira Secretaria de Estado de Saúde
  • Norico Miyagui Misuta Secretaria de Estado de Saúde
  • Antonio Nerilo Sobrinho Fundação Universidade Estadual de Maringá
  • Edson Mauricio de Lima Fundação Universidade Estadual de Maringá

Palabras clave:

Leishmaniose tegumentar americana, Tratamento, Glucantime

Resumen

A leishmaniose tegumentar tem mostrado caráter endêmico no Norte-Noroeste do Paraná, em áreas que vêm sendo ocupadas desde os anos 40, onde persistem matas residuais com modificações bastante acentuadas. A infecção tem atingido sobretudo adultos do sexo masculino, mas também vem sendo constatada em mulheres e crianças, e por vezes em diversos componentes de uma mesma família. Investigou-se 513 casos de leishmaniose tegumentar notificados pela SUC AM, com informações de terem tido apenas diagnóstico clínico, de janeiro de 1987 a agosto de 1989, os quais iniciaram o tratamento com Glucantime®, em Centros de Saúde do Estado ou na própria SUCAM. De 513 pacientes tratados 260 (50,67%) tiveram alta por cura clínica e os 253 (49,33%) restantes não retornaram para verificação da cura clínica ou abandonaram o tratamento. A quantidade de ampolas de Glucantime® fornecidas para os pacientes oscilou de 10 a mais de 200, com ou sem intervalo durante o tratamento, sendo que 217 (85,46%) dos 260 casos receberam de 10 a 75 ampolas. A ocorrência de leishmaniose em 163 (31,75%) mulheres e em 34 (6,62%) crianças, de ambos os sexos, até dez anos de idade, sugere a transmissão domiciliar. Não se sabe se os 253 (49,33%) indivíduos que não retornaram ou abandonaram o tratamento seguiram a prescrição terapêutica e se restabeleceram. O elevado número de indivíduos que não retornou ou abandonou o tratamento mostra a necessidade de maior conscientização das conseqüências que podem advir do tratamento incompleto. APOIO: Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva.

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Referencias

Publicado

1991-06-01

Número

Sección

Therapeutic Assays

Cómo citar

Teodoro, U., Spinoza, R. P., La Salvia Filho, V., Guilherme, A. L. F., Lima, A. P., Junqueira, G. M. B., Misuta, N. M., Nerilo Sobrinho, A., & Lima, E. M. de. (1991). Da necessidade de se adotar e divulgar esquemas terapêuticos para tratamento de leishmaniose tegumentar no Paraná . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 33(3), 199-204. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28819