Quimiotipagem do Cryptococcus neoformans. Revisão da literatura. Novos dados epidemiológicos sobre a criptococose. Nossa experiência com o emprego do meio de C.G.B. no estudo daquela levedura

Autores/as

  • Natalina Takahashi de Melo Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; Laboratório de Micologia Médica
  • Carlos da Silva Lacaz FMUSP; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; Laboratórios de Micologia Médica
  • Cecília Eugênia Charbel FMUSP
  • Amélia Dias Pereira Instituto Adolfo Lutz image/svg+xml
  • Elisabeth Maria Heins-Vaccari Instituto de Medicina Tropical de São Paulo; Laboratório de Micologia Médica
  • Antonio Spina França-Netto USP; Faculdade de Medicina; Centro de Investigações em Neurologia
  • Luis dos Ramos Machado USP; Faculdade de Medicina; Centro de Investigações em Neurologia
  • José Antonio Livramento USP; Faculdade de Medicina; Centro de Investigações em Neurologia

Palabras clave:

Criptococose, Neurocriptococose, Cryptococcus neoformans var. neoformans, Cryptococcus neoformans var. gattii

Resumen

O presente trabalho, além da revisão da literatura sobre quimiotipagem do C. neoformans, com novos dados sobre a epidemiologia da criptococose, teve por finalidade principal a caracterização das duas variedades desta levedura em pacientes com neurocriptococose, HIV + e HIV -. As variedades neoformans e gattii estão hoje bem definidas bioquimicamente, com o emprego do meio C.G.B., proposto por KWON-CHUNG et al. (1982) 24. O isolamento do C. neoformans var. gattii das flores e folhas do Eucalyptus camaldulensis e do Eucalyptus tereticornis, na Austrália, através dos trabalhos de ELLIS & PFEIFFER (1990)16 e PFEIFFER & ELLIS (1992)41, possibilitou investigações epidemiológicas das mais interessantes sobre este microrganismo, levedura capsulada a qual SANFELICE50, 51, na Itália, em 1894 e 1895 despertou a atenção do meio médico. BUSSE8, em 1894, descrevia o primeiro caso de criptococose humana sob a forma de lesão óssea, simulando sarcoma. As pesquisas nacionais sobre o assunto em foco foram destacadas, seguindo-se a experiência dos Autores com o meio de C.G.B. (L - canavanina, glicina e azul de bromotimol). Foi possível, através deste meio o estudo de 50 amostras de líquor, sendo 39 procedentes de aidéticos (78%) e 11 de não aidéticos (22%). De pacientes HIV+, 37 (74%) foram identificados como C. neoformans var. neoformans e 2 (4%) como C. neoformans var. gattii. Dos HIV- 8 ( 16%) foram classificados como C. neoformans var. neoformans e 3 (6%) como C. neoformans var. gattii. Através deste trabalho, evidencia-se a importância da neurocriptococose, principalmente entre os aidéticos, demonstrando-se mais uma vez o interesse do meio CGB na quimiotipagem do C. neoformans em suas duas variedades, ganhando em importância a demonstração de que duas espécies de eucalipto podem funcionar como "árvores-hospedeiras" para o Cryptococcus neoformans var. gattii.

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Referencias

Publicado

1993-10-01

Número

Sección

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Cómo citar

Melo, N. T. de, Lacaz, C. da S., Charbel, C. E., Pereira, A. D., Heins-Vaccari, E. M., França-Netto, A. S., Machado, L. dos R., & Livramento, J. A. (1993). Quimiotipagem do Cryptococcus neoformans. Revisão da literatura. Novos dados epidemiológicos sobre a criptococose. Nossa experiência com o emprego do meio de C.G.B. no estudo daquela levedura . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 35(5), 469-478. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/29088