Estrutura genética de cepas epidêmicas de Neisseria meningitidis sorogrupo C do Sul do Brasil

Autores/as

  • Claudio Tavares Sacchi Adolfo Lutz Institute; Bacteriology Division
  • Maria Lúcia Cecconi Tondella Adolfo Lutz Institute; Bacteriology Division
  • Maria Cecília Outeiro Gorla Adolfo Lutz Institute; Bacteriology Division
  • Ana Paula Silva de Lemos Adolfo Lutz Institute; Bacteriology Division
  • Carmo Elias A. Melles Adolfo Lutz Institute; Bacteriology Division
  • Maria Vaneide de Paiva Adolfo Lutz Institute; Bacteriology Division
  • Dauri Santos Rodrigues Central Laboratory of Santa Catarina State; Bacteriology Division
  • Antonio Joaquim F. Andrade Center of Epidemiological Surveillance of Parana State
  • Marta Osório Ribeiro Central Laboratory of Rio Grande do Sul State; Bacteriology Division
  • Alethea Sperb Center for Epidemiological Surveillance of Rio Grande do Sul

Palabras clave:

N. meningitidis C, Ribotyping, Multilocus Enzyme Electrophoresis

Resumen

No presente estudo, nós reportamos os resultados de uma análise, baseada na sorotipagem, multilocus enzimático (MEE) e ribotipagem de N. meningitidis sorogrupo C isoladas de paciente com doença meningocócica no Rio Grande do Sul (RS) e Santa Catarina (SC), onde o Centro de Controle Epidemiológico do Ministério da Saúde detectou um aumento do número de casos de doença meningocócica (DM) devido a este sorogrupo nos últimos 2 anos (1992-1993). Nós demonstramos que a DM devido a cepas de N. meningitidis sorogrupo C no RS e SC que ocorreram nos últimos 4 anos foi devido principalmente por um clone (ET 40), com isolados indistinguíveis por sorogrupo, sorotipo, subtipo e até por ribotipagem. Um pequeno número de casos que não foram devidos a cepas do ET 40 representaram um grupo geneticamente relacionado, que provavelmente é uma nova linhagem gerada do clone ET 40, referido como complexo ET 11 A. Nós também analisamos cepas de N. meningitidis sorogrupo C isoladas na grande São Paulo em 1976 como um grupo representativo do primeiro ano pós-epidêmico na região. A ribotipagem, bem como MEE, puderam fornecer informações sobre as características clonais das cepas isoladas no período pós-epidêmico e também no Sul do Brasil. As cepas de 1976 possuem mais similaridades com as cepas endêmicas atuais do que com as cepas epidêmicas (1992-1993) por ribotipagem, sensibilidade a sulfonamida e MEE. Em conclusão, sorotipagem com anticorpos monoclonais (C:2b:P1.3), MEE (complexo ET11 e ET11A) e ribotipagem usando a enzima de restrição ClaI, foram úteis em caracterizar estas cepas epidêmicas de N. meningitidis relacionadas com o aumento da incidência da DM em diferentes estados do sul do Brasil. É muito provável que estas cepas de N. meningitidis sorogrupo C possuam pouca ou nenhuma correlação genética com as cepas epidêmicas sorogrupo C de 1971-1975. A similaridade genética dos membros do complexo ET 11 e ET 11A foram confirmadas por ribotipagem usando-se 3 enzimas de restrição.

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Referencias

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Publicado

1995-08-01

Número

Sección

Microbiology

Cómo citar

Sacchi, C. T., Tondella, M. L. C., Gorla, M. C. O., Lemos, A. P. S. de, Melles, C. E. A., Paiva, M. V. de, Rodrigues, D. S., Andrade, A. J. F., Ribeiro, M. O., & Sperb, A. (1995). Estrutura genética de cepas epidêmicas de Neisseria meningitidis sorogrupo C do Sul do Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 37(4), 281-289. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/29278