Endocardite infecciosa (EI) com diagnóstico feito apenas à necrópsia: análise de 31 casos ocorridos entre 1992 e 1997, em Ribeirão Preto, Brasil

Autores/as

  • Luiz Tadeu M. FIGUEIREDO Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; Departamento de Clínica Médica; Divisão de Moléstias Infecciosas e Tropicais
  • Everaldo RUIZ-JUNIOR Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; Departamento de Clínica Médica; Divisão de Moléstias Infecciosas e Tropicais
  • Tarciso SCHIRMBECK Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; Departamento de Clínica Médica; Divisão de Moléstias Infecciosas e Tropicais

Palabras clave:

Fatal infective endocarditis

Resumen

Trinta e um casos fatais de EI, que tiveram este diagnóstico apenas à necrópsia, foram analisados. Os dados clínicos destes pacientes (Grupo 1) mostrou diferenças significantes quando comparados aos de outros 141 casos de EI (Grupo 2). A idade média de 53 anos nos pacientes do Grupo 1 foi 18 anos mais alta que nos do Grupo 2. Os pacientes do Grupo 1 tiveram uma baixa freqüência de cardiopatias predisponentes à EI. Ambos os grupos de pacientes apresentaram febre (aproximadamente 87%), mas uma significante baixa freqüência de sopro cardíaco (25,8%) foi observado no Grupo 1, provavelmente, em conseqüência disto, o ecocardiograma foi efetuado em apenas 16,1% dos casos, não sendo, portanto, suspeitada EI. Os pacientes do Grupo 1, embora tivessem grave enfermidade aguda, não apresentaram apresentação clínica compatível com EI clássica. Hemoculturas foram feitas em apenas 64,5% dos pacientes do Grupo 1, porém, isolou-se bactérias em 70% e dentre os isolados, predominou o Staphylococcus aureus (71,4%). Foram predominantemente acometidas as válvulas mitral e aórtica. Complicações como embolização e insuficiência cardíaca ocorreram em quase metade dos casos e eles também apresentaram infecções pulmonares, urinárias e do sistema nervoso central. Praticamente todos os casos fatais de EI, que tiveram este diagnóstico apenas à necrópsia, foram submetidos a procedimentos médicos. Sepse aconteceu em aproximadamente metade dos pacientes e mostrou-se acompanhada de choque em mais de 25%. Esta forma de EI deve ser suspeitada em pacientes de idade madura ou idosos, hospitalizados, com doenças que predispõem a infecções, com embolização e que sofreram procedimentos médicos.

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Publicado

2001-08-01

Número

Sección

Infective Endocarditis

Cómo citar

FIGUEIREDO, L. T. M., RUIZ-JUNIOR, E., & SCHIRMBECK, T. (2001). Endocardite infecciosa (EI) com diagnóstico feito apenas à necrópsia: análise de 31 casos ocorridos entre 1992 e 1997, em Ribeirão Preto, Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 43(4), 213-216. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30528