Morbidade e sobrevida em AIDS avançada no Rio de Janeiro, Brasil

Autores/as

  • Ângela J. GADELHA FIOCRUZ; Escola Nacional de Saúde Pública
  • Náurea ACCACIO FIOCRUZ; Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas
  • Regina L.B. COSTA FIOCRUZ; Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas
  • Maria Clara GALHARDO FIOCRUZ; Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas
  • Maria Regina COTRIM FIOCRUZ; Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas
  • Rogério V. DE SOUZA FIOCRUZ; Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas
  • Mariza MORGADO FIOCRUZ; Instituto Oswaldo Cruz; Laboratorio de Imunologia em HIV/AIDS
  • Keyla MARZOCHI FIOCRUZ; Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas
  • Maria Cristina LOURENÇO FIOCRUZ; Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas
  • Valeria C. ROLLA FIOCRUZ; Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas

Palabras clave:

AIDS, Morbidity, CD4 counts, Survival

Resumen

As doenças oportunistas (DO) são a causa mais comum de morte em pacientes com AIDS. Para acessar a incidência de DO e a sobrevida na imunodeficiência avançada, foram incluídos 79 pacientes com AIDS tratados no Hospital Evandro Chagas (FIOCRUZ) no período de Setembro de 1997 a Dezembro de 1999, com ao menos uma contagem de células CD4 <= 100/mm³. A incidência de DO foi analisada pela regressão de Poisson e a sobrevida pela analise de Kaplan Meier e Cox, considerando um período retrospectivo (anterior à contagem de CD4 <= 100 cels/mm³) e um prospectivo (após a contagem de CD4 <= 100 cels/mm³) e controlando-se características demográficas clínicas e laboratoriais. O intervalo de confiança estipulado foi o de 95%. O período médio de acompanhamento foi de 733 dias (IC = 683 - 782). Durante o estudo, nove (11,4%) pacientes morreram. A sobrevida a partir do diagnóstico de AIDS foi em média de 2589 dias (IC = 2363 - 2816) e da data da contagem de CD4 <= 100 cels/mm³ foi em média de 1376 dias (IC = 1181 - 1572). A incidência de DO foi de 0,51 pp/ano no período pré-CD4 <= 100 cels/mm³ e 0,29 pp/ano no período pós-CD4 <= 100 cels/mm³. Um menor número de DO acumuladas no período pré-CD4 <= 100 cels/mm³ foi associado com taxas de incidência menores no período pós-CD4 <= 100 cels/mm³.O diagnóstico de AIDS baseado em contagem de CD4+ <= 200 cels/mm³ foi associado com menores taxas de incidência durante o período pós-CD4 <= 100 cels/mm³. As contagens basais de células CD4 acima de 50 cel/mm³ (HR = 0,16) foram associadas a um menor risco de morte assim como a restauração da contagem basal acima de 100 cels/mm³ (HR = 0,16). Controlando-se ambas, somente a restauração da contagem basal manteve sua significância estatística (HR = 0,22, p = 0,04) Encontramos uma baixa incidência de DO durante o período pós-CD4 <= 100 cels/mm³ e uma sobrevida longa após CD4 <= 100 cels/mm³. A sobrevida foi significativamente associada com a restauração das contagens de CD4 basais.

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Referencias

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Publicado

2002-07-01

Número

Sección

AIDS

Cómo citar

GADELHA, Ângela J., ACCACIO, N., COSTA, R. L., GALHARDO, M. C., COTRIM, M. R., SOUZA, R. V. D., MORGADO, M., MARZOCHI, K., LOURENÇO, M. C., & ROLLA, V. C. (2002). Morbidade e sobrevida em AIDS avançada no Rio de Janeiro, Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 44(4), 179-186. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30620