Acidentes por serpentes corais (Micrurus spp.) em Campinas, Estado de São Paulo, sudeste do Brasil

Autores/as

  • Fábio Bucaretchi Universidade Estadual de Campinas; Faculdade de Ciências Médicas; Departamento de Pediatria
  • Stephen Hyslop Universidade Estadual de Campinas; Faculdade de Ciências Médicas; Departamento de Pediatria
  • Ronan José Vieira Universidade Estadual de Campinas; Faculdade de Ciências Médicas; Departamento de Pediatria
  • Adriana Safioli Toledo Universidade Estadual de Campinas; Faculdade de Ciências Médicas; Departamento de Pediatria
  • Paulo Roberto Madureira Universidade Estadual de Campinas; Faculdade de Ciências Médicas; Departamento de Pediatria
  • Eduardo Mello de Capitani Universidade Estadual de Campinas; Faculdade de Ciências Médicas; Departamento de Pediatria

Palabras clave:

Antivenom, Anticholinesterase, Coral snakes, Envenomation, Micrurus spp., Snakebites

Resumen

As serpentes corais (Micrurus spp.) são as principais representantes dos elapídeos na América do Sul. Todavia, acidentes com essas serpentes são raros. Foram revisados retrospectivamente os prontuários de 11 pacientes mordidos por corais num período de 20 anos. Destes 11 casos, quatro foram casos confirmados por identificação da serpente e sete como casos altamente suspeitos de envenenamento elapídico por apresentarem manifestações neuromusculares indicativas de miastenia aguda. Os casos foram classificados como não envenenados [n = 1, causado por M. lemniscatus, não recebeu antiveneno (AV)], leves (manifestações locais sem miastenia, n = 2, causados por M. frontalis e M. spp.), moderados (miastenia leve, n = 5) e graves (miastenia intensa, n = 3, um causado por M. frontalis). Os principais achados clínicos à admissão foram: parestesia (local, n = 9; generalizada, n = 2), dor local (n = 8), ptose palpebral (n = 8), fraqueza (n = 4), incapacidade de se manter na posição ereta (n = 3). Nenhum paciente desenvolveu insuficiência respiratória. O AV elapídico foi empregado em 10 casos, ocorrendo reações precoces leves em três. Em três pacientes foram administrados anticolinesterásicos, com resposta favorável em dois. Não ocorreram óbitos. A despeito da alta toxicidade dos venenos de Micrurus spp., o prognóstico do envenenamento é bom. Nos casos graves determinados por M. frontalis e M. lemniscatus, cujos venenos atuam pós-sinapticamente, o uso de anticolinesterásicos pode ser considerado caso o AV não seja disponível; caso ocorra um atraso para a sua obtenção; ou nos pacientes que receberam as mais altas doses de AV recomendadas sem melhora da paralisia ou demora na reversão desses sintomas.

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Referencias

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Publicado

2006-06-01

Número

Sección

Microbiology

Cómo citar

Bucaretchi, F., Hyslop, S., Vieira, R. J., Toledo, A. S., Madureira, P. R., & Capitani, E. M. de. (2006). Acidentes por serpentes corais (Micrurus spp.) em Campinas, Estado de São Paulo, sudeste do Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 48(3), 141-145. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30993