Leishmaniose visceral no Brasil: revisitando os paradigmas da epidemiologia e controle

Autores/as

  • Filipe Dantas-Torres Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
  • Sinval Pinto Brandão-Filho Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães

Palabras clave:

Visceral leishmaniasis, Epidemiology, Control, Paradigms, Brazil

Resumen

Nos últimos 20 anos, apesar da conhecida subestimação de casos, o Brasil registrou um marcado aumento na incidência da leishmaniose visceral. O principal objetivo desta revisão é refletir sobre alguns aspectos desta zoonose no Brasil e também encorajar a discussão a fim de encontrar novas estratégias, mais viáveis e efetivas, para serem implementadas no Programa Brasileiro de Controle das Leishmanioses. A situação atual da leishmaniose visceral no Brasil pode ser vista como um paradoxo: os aspectos mais importantes da doença são conhecidos, mas o controle desta doença ainda não foi conseguido. As estratégias de controle atuais não têm sido capazes de prevenir a expansão geográfica, além do aumento da incidência e da letalidade da leishmaniose visceral. Existe a necessidade de uma melhor definição das áreas prioritárias, mas também da implementação de um sistema de monitoramento das atividades dirigidas para o controle e vigilância epidemiológica, o que poderia permitir melhor avaliação do programa de controle nas diversas regiões do Brasil.

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Publicado

2006-06-01

Número

Sección

Leishmaniasis

Cómo citar

Dantas-Torres, F., & Brandão-Filho, S. P. (2006). Leishmaniose visceral no Brasil: revisitando os paradigmas da epidemiologia e controle . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 48(3), 151-156. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30995