Incidência do vírus influenza em cães adultos criados em áreas rural e urbana do estado de São Paulo, Brasil

Autores/as

  • Dalva Assunção Portari Mancini Instituto Butantan; Divisão de Desenvolvimento Científico; Laboratório de Virologia
  • Rita Maria Zucatelli Mendonça Instituto Butantan; Divisão de Desenvolvimento Científico; Laboratório de Virologia
  • Aparecida Santo Pietro Pereira Instituto Butantan; Divisão de Desenvolvimento Científico; Laboratório de Virologia
  • Adélia Hiroko Nagamori Kawamoto Instituto Butantan; Divisão de Desenvolvimento Científico; Laboratório de Virologia
  • Camila Infantosi Vannucchi USP; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia; Departamento de Reprodução Animal; Clínica Médica Veterinária
  • José Ricardo Pinto Instituto Butantan; Divisão de Desenvolvimento Científico; Laboratório de Virologia
  • Enio Mori USP; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia; Laboratório de Biologia Molecular Aplicada e Sorologia; Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal
  • Jorge Mancini Filho USP; Faculdade de Farmácia; Departamento de Bioquímica do Alimento; Laboratório de Lípides

Palabras clave:

Influenza A, Dogs, Serology, Epidemiology

Resumen

A transmissão interespecífica do vírus influenza é relatada em estudo sobre influenza com animais domésticos desde 1970. Pássaros e mamíferos, incluindo o homem, são seus hospedeiros naturais, porém outros animais podem participar da sua epidemiologia. Foi investigada a incidência do vírus influenza em cães adultos criados em zonas rural (9, 19,56%) e urbana (37, 80,43%), do Estado de São Paulo. Os soros dos cães foram examinados pelo teste de inibição da hemaglutinação (IH), usando antígeno dos vírus influenza circulantes no Brasil. Nos cães rurais foram detectados títulos médios de 94,37, 227,88, 168,14 e 189,62 UIH/25 mL (unidades inibidoras de hemaglutinação/25 mL) para os subtipos H1N1, H3N2, H7N7, H3N8 de vírus influenza A, respectivamente, com diferenças estatisticamente significativas (p<0,05) entre as médias de títulos de anticorpos contra H1N1 e H3N2. Cerca de 84% e 92% dos cães urbanos responderam aos vírus influenza A humano H1N1 e H3N2, respectivamente e destes 92% e 100% foram positivos para os vírus eqüinos H7N7 e H3N8, respectivamente. Para esses cães as médias de títulos de anticorpos para os vírus influenza A H1N1, H3N2, H7N7 e H3N8 foram 213,96, 179,42, 231,76 e 231,35UIH/25 mL, respectivamente. As diferenças entre as médias não foram estatisticamente significativas (p>0,05). Conclui-se que os cães apresentaram positividade para ambos vírus influenza humano e equino. O presente estudo sugere, pela primeira vez, evidências de que há circulação do vírus influenza em cães, no Brasil.

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Referencias

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Publicado

2012-12-01

Número

Sección

Virology

Cómo citar

Mancini, D. A. P., Mendonça, R. M. Z., Pereira, A. S. P., Kawamoto, A. H. N., Vannucchi, C. I., Pinto, J. R., Mori, E., & Mancini Filho, J. (2012). Incidência do vírus influenza em cães adultos criados em áreas rural e urbana do estado de São Paulo, Brasil. Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 54(6), 311-314. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/48423