Perfil clínico e epidemiológico de pacientes idosos com doença de Chagas atendidos entre 2005-2013 por um serviço de atenção farmacêutica no estado do Ceará, nordeste do Brasil

Autores

  • Laíse dos Santos PEREIRA Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Farmácia; Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas; Universidade Federal do Ceará
  • Erlane Chaves FREITAS Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Farmácia; Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas; Universidade Federal do Ceará
  • Arduína Sofia Ortet de Barros Vasconcelos FIDALGO Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Farmácia; Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas; Universidade Federal do Ceará
  • Mônica Coelho ANDRADE Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Farmácia; Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas; Universidade Federal do Ceará
  • Darlan da Silva CÂNDIDO Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Farmácia; Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas; Universidade Federal do Ceará
  • José Damião da SILVA FILHO Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Farmácia; Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas; Universidade Federal do Ceará
  • Vladimir MICHAILOWSKY Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Medicina; Departamento de Patologia e Medicina Legal; Universidade Federal do Ceará
  • Maria de Fátima OLIVEIRA Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Farmácia; Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas; Universidade Federal do Ceará
  • José Ajax Nogueira QUEIROZ Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Medicina; Departamento de Patologia e Medicina Legal; Universidade Federal do Ceará

Resumo

Controlando-se a transmissão da doença de Chagas, surge o desafio de prestar assistência a milhões de pacientes infectados que chegam à velhice. Neste estudo, foram avaliados os registros socioeconômicos, demográficos e de comorbidades de todos os pacientes chagásicos idosos acompanhados no Serviço de Atenção Farmacêutica do Laboratório de Pesquisa em Doença de Chagas. As informações relacionadas à forma clínica da doença foram obtidas a partir de registros médicos disponibilizados pelo Hospital Universitário Walter Cantídio. O perfil da população estudada foi de: mulheres (50,5%); idade média de 67 anos; aposentados (54,6%); casados (51,6%); alta taxa de analfabetismo (40,2%); e renda familiar de um salário mínimo (51,5%). As formas clínicas predominantes da doença de Chagas foram a cardíaca (65,3%) e a indeterminada (14,7%). As principais alterações eletrocardiográficas foram o bloqueio de ramo direito (41,0%), associado ou não ao bloqueio ântero superior esquerdo (27,4%). O número médio de comorbidades por paciente foi de 2,23 ± 1,54, sendo a hipertensão arterial sistêmica a principal encontrada (67,0%). Verificou-se que os idosos constituem grupo vulnerável de pacientes que associam o envelhecimento com as alterações cardíacas e/ou digestivas resultantes da evolução da doença de Chagas e outras comorbidades, o que exige atenção especial dos serviços de saúde para um atendimento médico e social mais adequado.

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Referências

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Publicado

2015-04-01

Edição

Seção

Doença de Chagas

Como Citar

PEREIRA, L. dos S., FREITAS, E. C., FIDALGO, A. S. O. de B. V., ANDRADE, M. C., CÂNDIDO, D. da S., SILVA FILHO, J. D. da, MICHAILOWSKY, V., OLIVEIRA, M. de F., & QUEIROZ, J. A. N. (2015). Perfil clínico e epidemiológico de pacientes idosos com doença de Chagas atendidos entre 2005-2013 por um serviço de atenção farmacêutica no estado do Ceará, nordeste do Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 57(2), 145-152. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/100958