Schistosoma mansoni: infecção experimental de camundongos através da orelha e quantificação do parasitismo na pele

Autores

  • Sílvia E. Gerken UFMG; ICB; Departamento de Parasitologia
  • Aparecida F. S. Oliveira UFMG; ICB; Departamento de Parasitologia
  • Rodrigo Correa-Oliveira UFMG; ICB; Departamento de Parasitologia
  • Tomaz A. Mota-Santos UFMG; ICB; Departamento de Parasitologia

Resumo

No presente trabalho, desenvolveu-se método de infecção de camundongos através da orelha e de recuperação de esquistossômulos resultantes dessas infecções. Cerca de 80% das cercarías postas em contacto com orelhas de camundongos penetraram. Destas, 30% foram recuperadas. como vermes adultos, do sistema porta. Da pele (das orelhas) as maiores recuperações de esquistossômulos ocorreram nos dois primeiros dias após a infecção. Os parasitas permaneceram nesse sítio por dois dias. No terceiro dia, os parasitas foram recuperados tanto da pele como dos pulmões. A partir do 4.° dia, foi predominante a recuperação de esquistossômulos ao nível dos pulmões. Do total de parasitas que potencialmente atingiriam o sistema porta, proporção elevada (73-80%) pode ser recuperada da pele, no segundo dia após a infecção, como esquistossômulos. Revelando-se apropriadas ao acesso, à migração no hospedeiro e às técnicas de recuperação de parasitas, sugere-se que orelhas de camundongos podem ser utilizadas como sítio de infecção para estudos que visem a análise parasitológica dos eventos iniciais da infecção em animais normais ou imunes.

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Referências

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Publicado

1986-12-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Gerken, S. E., Oliveira, A. F. S., Correa-Oliveira, R., & Mota-Santos, T. A. (1986). Schistosoma mansoni: infecção experimental de camundongos através da orelha e quantificação do parasitismo na pele . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 28(6), 381-388. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/101202