Paralisia diafragmática unilateral reversível associada a envenenamento loxoscélico sistêmico
Resumo
Relata-se o caso de um paciente vítima de envenenamento loxoscélico associado a paralisia diafragmática direita reversível. O diagnóstico de envenenamento loxoscélico baseou-se nas informações prestadas pelo paciente de que havia encontrado uma aranha marrom em sua cama no dia seguinte à picada e no quadro clínico típico deste tipo de envenenamento: lesão cutânea necrótica acompanhada de erupção escarlatiniforme e comprometimento sistêmico sob a forma de insuficiência renal aguda, distúrbios da coagulação sangüínea, hemólise intravascular e hemoglobinúria. Estas alterações regrediram completamente com o tratamento conservador. O diagnóstico da paralisia diafragmática baseou-se na elevação da hemicúpula diafragmática direita na radiografia de tórax em inspiração forçada e em sua completa imobilidade no exame radioscópico. A paralisia frênica não existia na radiografia realizada previamente ao acidente e desapareceu completamente trinta dias após o mesmo, o que permitiu associá-la à toxocidade do veneno loxoscélico ou a outras manifestações sistêmicas produzidas por ele.Downloads
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Referências
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Publicado
1986-12-01
Edição
Seção
Registro de Caso
Como Citar
Rezende, N. A. de, Amaral, C. F. S., & Oliveira, J. S. de. (1986). Paralisia diafragmática unilateral reversível associada a envenenamento loxoscélico sistêmico . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 28(6), 437-441. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/101223