Estudo clínico duplo cego comparando praziquantel com oxamniquine

Autores

  • Luiz Caetano da Silva Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
  • José Murilo R. Zeitune Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
  • Lucia Maria F. Rosa-Eid Inst. Med. Tropical S. Paulo; Fundação E. J. Zerbini
  • Dirce Mary C. Lima Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
  • Rita H. Antonelli Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
  • Carlos H. Christo Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
  • Amadeo Saez-Alquezar USP.; Faculdade de Medicina; Laboratório de Cirurgia do Aparelho Digestivo
  • Adriany de Castro Carboni USP.; Faculdade de Medicina; Laboratório de Cirurgia do Aparelho Digestivo

Resumo

Com objetivo de se compararem a tolerabilidade e eficácia do praziquantel e oxamniquine, procedeu-se a um estudo prospectivo duplo-cego envolvendo 120 pacientes com esquistossomose intestinal ou hepatintestinal. Os pacientes foram randomizados em dois grupos. Um foi tratado com praziquantel, na dose de 55 mg/kg de peso, o outro com oxamniquine, 15 mg/kg de peso, sempre administrados em dose única por via oral. O diagnóstico e seguimento parasitológicos basearam-se ho exame de fazes peio método de Kate Katz. Em 73 de 77 casos negativos após tratamento, executaram-se biópsias retais. Efeitos colaterais, principalmente tontura, sonolência, dores abdominais, cefaléia, náuseas e diarréia foram observados em 87% dos casos. Sua incidência, intensidade e duração foram semelhantes em ambos os grupos, mas a dor abdominal foi significativamente mais freqüente após praziquantel, havendo maior tendência para tontura intensa após oxamniquine. Observou-se aumento significante de alamina-aminotransferase e gama-glutamiltransferase após oxamniquine e de bilirrubina total após praziquantel. Um total de 48 pacientes tratados com praziquantel e 46 com oxamniquine completaram os exames de controle até o sexto mês. As percentages de cura foram de 79,2% e de 84,8% respectivamente, diferença não significativa. Os pacientes não curados mostraram redução média do número de ovos de 93,5% e de 84,1%, diferença não significativa. Cinco pacientes retratados com praziquantel curaram-se, mas somente um de três retratados com oxamniquine. Estes resultados mostram, que ambas as drogas-apesar de diferentes propriedades farmacológicas provocam reações colaterais semelhantes e apresentam eficácia terapêutica comparável.

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Referências

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Publicado

1986-06-01

Edição

Seção

Ensaios Terapêuticos

Como Citar

Silva, L. C. da, Zeitune, J. M. R., Rosa-Eid, L. M. F., Lima, D. M. C., Antonelli, R. H., Christo, C. H., Saez-Alquezar, A., & Carboni, A. de C. (1986). Estudo clínico duplo cego comparando praziquantel com oxamniquine. Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 28(3), 174-180. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/101290