Estabilidade na excreção de ovos de S. Mansont nas fezes de crianças com Esquistossomose Mansoni Crônica

Autores

  • Universidade Federal de Minas Gerais. Faculdade de Medicina
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Resumo

A estabilidade na excreção de ovos de s. mansoni nas fezes foi estudada em 38 crianças com esquistossomose mansoni crônica, na faixa etária de 6-14 anos. Foram realizados dois exames de fezes quantitativos (KATO-KATZ), por mês, em dois dias consecutivos durante 10 meses. Houve considerável variação individual na contagem de ovos e o coeficiente de variação para o grupo manteve-se em torno de L037a. Baseando-se na média do número de ovos por grama de fezes de dois exames quantitativos no primeiro mês, as crianças foram divididas em três classes: postura baixa (menos de 100 ovos por grama de fezes), postura média (de 100 a 500), e postura alta (mais de 500). A permanência ou não nestes grupos foi avaliada nos 10 meses de seguimento. Houve grande mudança de classe, prineipalmente nos grupos de postura média e baixa, mas, na maioria das vezes, para classes vizinhas. Apenas três pacientes saltaram uma classe em 10 meses. Dois exames de fezes quantitativos, realizados no 1." mês, identificaram apenas EtTo dos pacientes que eliminavam mais de 500 ovos por grâma d.e fezes. Nossos dados mostram grande variabilidade na excreçáo de ovos de s. mansoni nas fezes. para a identificação dos grandes eliminadores de ovos com dois exames de fezes quantitativos, os Autores preconizam o agrupamento dos pacientes com postura média e alta, principalmente quando se objetivar a "terapêutica seletiva", visando prevenir as formas graves da doença.

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Publicado

2022-05-16

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

José Roberto, Ênio Roberto Pietra, Dirceu B., & Manoel Otávio da Costa. (2022). Estabilidade na excreção de ovos de S. Mansont nas fezes de crianças com Esquistossomose Mansoni Crônica. Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 25(2), 67-72. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/196347