Incidência de escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), rotavirus e Clostridium perfringens de casos de diarréia em crianças, na região de Campinas, SP, Brasil

Autores

  • Maria Silvia V. Gatti UNICAMP; Instituto de Biologia; Departamento de Microbiologia e Imunologia
  • Lucila C. Ricci UNICAMP; Instituto de Biologia; Departamento de Microbiologia e Imunologia
  • Marlene B. Serafim UNICAMP; Instituto de Biologia; Departamento de Microbiologia e Imunologia
  • Antonio F. Pestana de Castro UNICAMP; Instituto de Biologia; Departamento de Microbiologia e Imunologia

Palavras-chave:

Diarréia infantil, Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), Rotavírus, Clostridium perfringens enterotoxigênico

Resumo

Foi realizada uma pesquisa na região de Campinas, SP, Brasil, sobre a presença de Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), rotavírus e Clostridium perfringens enterotoxigênico em fezes diarréicas de crianças com até 2 anos de idade. Dos 132 espécimens fecais examinados quanto à presença de ETEC 27 (20,45%) foram positivos. Destes foram isoladas 41 amostras de ETEC, das quais 40 produziram apenas a enterotoxina termolábil (LT) detectada pelo teste de imuno hemólise radial modifi cado. Entre as 183 amostras de fezes examinadas para rotavírus, 29 (15,84%) foram positivas pelas técnicas de eletroforese em gel de poliacrilamida (PAGE) e ensaio imunoenzimático (EIE), sendo que destas, 15 (51,7% ) foram provenientes de materiais coletados nos meses de inverno. Todas as amostras pertenciam ao grupo A e, através da técnica de PAGE, pode-se observar que o tipo eletroforético mais freqüente (9 amostras) foi designado Ib, IIc, Illb, IVa, de acordo com a classificação por nós adotada. Apenas 113 amostras de fezes foram examinadas para a presença de C. perfringens enterotoxigênico. Para a detecção da enterotoxina nos sobrenadantes das culturas foram utilizadas as técnicas de hemaglutinação passiva reversa e inoculação intravenosa em camundongos, sendo encontradas 12 (10,61%) amostras entero-toxigênicas. Diante destes resultados é chamada a atenção sobre o valor apenas relativo de uma coprocultura convencional para fins de diagnóstico, ressaltando-se a importância da criação de métodos simplificados que favoreçam a detecção e identificação dos grupos de agentes enteropatogênicos estudados na presente pesquisa.

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Referências

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Publicado

1989-12-01

Edição

Seção

Epidemiologia

Como Citar

Gatti, M. S. V., Ricci, L. C., Serafim, M. B., & Castro, A. F. P. de. (1989). Incidência de escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), rotavirus e Clostridium perfringens de casos de diarréia em crianças, na região de Campinas, SP, Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 31(6), 392-398. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28694