A hidatidose humana no Rio Grande do Sul (Brasil): estimativa de sua importância para a saúde pública do país

Autores

  • Kurt Kloetzel Universidade Federal de Pelotas; Faculdade de Medicina; Departamento de Medicina Social
  • João Alberto Almeida Pereira Universidade Federal de Pelotas; Faculdade de Medicina; Departamento de Medicina Social

Palavras-chave:

Hidatidose, Epidemiologia, Brasil

Resumo

Mediante visitas pessoais aos hospitais e clínicas de 24 municípios do Rio Grande do Sul considerados endêmicos para o Echinococcus granulosus buscou-se chegar a uma estimativa da incidência e da prevalência da hidatidose humana no estado. (Até prova em contrário, esta cifra deve valer para o país como um todo). A incidência hospitalar para 1990 foi de 5,5 por 100.000 habitantes, cifra bastante inferior àquela dos países vizinhos. Quanto à prevalência, dada a falta de inquéritos mais amplos na população em geral, os autores tiveram que lançar mão dos dados disponíveis nos serviços de radiologia e ultrasonografia da região. Os índices provisóriamente adotados são de 0,8 por mil exames para o cisto de pulmão e de 5,5 por mil para o cisto intra-abdominal. Segundo pesquisa realizada junto aos cirurgiões mais tradicionais, a hidatidose humana parece estar em declínio no Brasil, conclusão que parece reforçada pela distribuição etária em nossa casuística, e é igualmente subsidiada por recentes estudos realizados por uma equipe de veterinários.

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Referências

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Publicado

1992-12-01

Edição

Seção

Epidemiologia

Como Citar

Kloetzel, K., & Pereira, J. A. A. (1992). A hidatidose humana no Rio Grande do Sul (Brasil): estimativa de sua importância para a saúde pública do país . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 34(6), 549-555. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28980