Filariose bancroftiana em duas áreas urbanas do Recife, Brasil: o papel dos fatores de risco individuais

Autores

  • M. de Fátima Militão de Albuquerque Universidade Federal de Pernambuco; Depto. de Medicina Clínica; Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
  • Mauro C Marzochi Fundação Oswaldo Cruz; Escola Nacional de Saúde Pública; Departamento de Ciências Biológicas
  • Ricardo A. de A. Ximenes Universidade Federal de Pernambuco; Departamento de Medicina Tropical
  • M. Cintia Braga Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães; Departamento de Entomologia
  • M. C. Maia Silva Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães; Departamento de Entomologia
  • André F Furtado Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães; Departamento de Entomologia

Palavras-chave:

Bancroftian filariasis, Urbanization, Risk factors, Epidemiological pattern

Resumo

A Filariose bancroftiana está se disseminando em áreas urbanas de regiões endêmicas como no Recife, nordeste do Brasil, onde se constitui em um problema de saúde pública. Este artigo descreve a prevalência de microfilaremia e doença filarial em duas áreas urbanas do Recife, estudando sua associação com características individuais e variáveis relacionadas ao contacto com vetores. O inquérito parasitológico foi realizado através de um censo "porta-a-porta" e a pesquisa de microfilárias foi efetuada pela técnica da gota espessa utilizando 45µl de sangue capilar entre 20:00 e 24:00 horas. Homens com idade entre 15 e 44 anos apresentaram o maior risco de microfilaremia. Microfilaremia esteve também associada com o não uso de mosquiteiros para dormir e um maior tempo de residência nas áreas de estudo. A prevalência total de doença filarial foi 6,3%. Os homens apresentaram o maior risco de desenvolver doença aguda. O risco de manifestações clínicas crônicas foi também maior entre os homens e aumentou com a idade. Não encontramos associação entre tempo de residência nas áreas, uso de mosquiteiros, microfilaremia e doença filarial aguda e crônica. Podemos concluir que em áreas endêmicas existem subgrupos de indivíduos que têm um maior risco de serem portadores de microfilárias devido a comportamentos diferentes em relação ao contato com o vetor.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Downloads

Publicado

1995-06-01

Edição

Seção

Epidemiologia

Como Citar

Albuquerque, M. de F. M. de, Marzochi, M. C., Ximenes, R. A. de A., Braga, M. C., Silva, M. C. M., & Furtado, A. F. (1995). Filariose bancroftiana em duas áreas urbanas do Recife, Brasil: o papel dos fatores de risco individuais . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 37(3), 224-233. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/29266