Febre amarela silvestre: estudo clínico e laboratorial, enfatizando a viremia, de um caso humano
Palavras-chave:
Arbovirus, Jungle yellow fever, Viremia, Clinical and laboratorial diagnosisResumo
Os autores estudaram um caso humano de febre amarela silvestre, sob os aspectos clínico, laboratorial e epidemiológico. O paciente apresentava febre (39ºC), calafrios, sudorese, cefaléia, dor lombar, mialgia, dor abdominal em epigástrio, náuseas, vômitos, diarréia e prostração. Relatava permanência em área onde foram constatados casos de febre amarela silvestre e não havia histórico de vacinação anterior. Frente às suspeitas que levaram à investigação do vírus da febre amarela, foram colhidas várias amostras de sangue no curso da doença. As amostras do 5º, 7º e 10º dias foram submetidas a provas de isolamento e quantificação do vírus, o que possibilitou o estudo da viremia. Empregando-se os testes de MAC-ELISA (detecção de IgM), Fixação de Complemento (FC), Inibição de Hemaglutinação (IH) e teste de Neutralização (N), foi observada a resposta imune para anticorpos específicos nas amostras do 7º ao 26º dias. Os resultados mostraram que no 5º e 7º dias havia persistência da fase virêmica, com títulos elevados. Ao término desta fase, com o aparecimento de anticorpos específicos, foi observado um agravamento do quadro clínico, com sangramento de mucosas. Os autores alertam para a possibilidade de ocorrerem epidemias urbanas em áreas com alta infestação de Aedes aegypti.Downloads
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Publicado
1995-08-01
Edição
Seção
Estudos Clínicos-Laboratoriais
Como Citar
Nassar, E. da S., Chamelet, E. L. B., Coimbra, T. L. M., Souza, L. T. M. de, Suzuki, A., Ferreira, I. B., Silva, M. V. da, Rocco, I. M., & Rosa, A. P. A. T. da. (1995). Febre amarela silvestre: estudo clínico e laboratorial, enfatizando a viremia, de um caso humano . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 37(4), 337-341. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/29286