Febre amarela silvestre: estudo clínico e laboratorial, enfatizando a viremia, de um caso humano

Autores

  • Elza da S. Nassar Instituto Adolfo Lutz; Seção de Vírus Transmitidos por Artrópodos
  • Esther L. B. Chamelet Instituto Adolfo Lutz; Seção de Vírus Transmitidos por Artrópodos
  • Terezinha L. M. Coimbra Instituto Adolfo Lutz; Seção de Vírus Transmitidos por Artrópodos
  • Luiza T. M. de Souza Instituto Adolfo Lutz; Seção de Vírus Transmitidos por Artrópodos
  • Akemi Suzuki Instituto Adolfo Lutz; Seção de Vírus Transmitidos por Artrópodos
  • Ivani B. Ferreira Instituto Adolfo Lutz; Seção de Vírus Transmitidos por Artrópodos
  • Marcos V. da Silva Instituto de Infectologia Emílio Ribas image/svg+xml
  • Iray M. Rocco Instituto Adolfo Lutz; Seção de Vírus Transmitidos por Artrópodos
  • Amélia P. A. Travassos da Rosa Instituto Evandro Chagas image/svg+xml

Palavras-chave:

Arbovirus, Jungle yellow fever, Viremia, Clinical and laboratorial diagnosis

Resumo

Os autores estudaram um caso humano de febre amarela silvestre, sob os aspectos clínico, laboratorial e epidemiológico. O paciente apresentava febre (39ºC), calafrios, sudorese, cefaléia, dor lombar, mialgia, dor abdominal em epigástrio, náuseas, vômitos, diarréia e prostração. Relatava permanência em área onde foram constatados casos de febre amarela silvestre e não havia histórico de vacinação anterior. Frente às suspeitas que levaram à investigação do vírus da febre amarela, foram colhidas várias amostras de sangue no curso da doença. As amostras do 5º, 7º e 10º dias foram submetidas a provas de isolamento e quantificação do vírus, o que possibilitou o estudo da viremia. Empregando-se os testes de MAC-ELISA (detecção de IgM), Fixação de Complemento (FC), Inibição de Hemaglutinação (IH) e teste de Neutralização (N), foi observada a resposta imune para anticorpos específicos nas amostras do 7º ao 26º dias. Os resultados mostraram que no 5º e 7º dias havia persistência da fase virêmica, com títulos elevados. Ao término desta fase, com o aparecimento de anticorpos específicos, foi observado um agravamento do quadro clínico, com sangramento de mucosas. Os autores alertam para a possibilidade de ocorrerem epidemias urbanas em áreas com alta infestação de Aedes aegypti.

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Referências

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Publicado

1995-08-01

Edição

Seção

Estudos Clínicos-Laboratoriais

Como Citar

Nassar, E. da S., Chamelet, E. L. B., Coimbra, T. L. M., Souza, L. T. M. de, Suzuki, A., Ferreira, I. B., Silva, M. V. da, Rocco, I. M., & Rosa, A. P. A. T. da. (1995). Febre amarela silvestre: estudo clínico e laboratorial, enfatizando a viremia, de um caso humano . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 37(4), 337-341. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/29286