Migração e esquistossomose urbana. O caso de São Lourenço da Mata, Nordeste do Brasil

Autores

  • Ricardo Arraes de Alencar XIMENES Universidade Federal de Pernambuco; Departamento de Medicina Tropical
  • Brian SOUTHGATE University of London; London School of Hygiene and Tropical Medicine; Department of Infectious and Tropical Diseases
  • Peter G. SMITH University of London; London School of Hygiene and Tropical Medicine; Department of Infectious and Tropical Diseases
  • Leonardo GUIMARÃES NETO Universidade Federal da Paraiba; Departamento de Economia

Palavras-chave:

Migrat, Urban schistosomia

Resumo

Um estudo de caso-controle de base populacional foi desenvolvido para estudar a associação entre migração, urbanização e esquistossomose na Região Metropolitana do Recife, Nordeste do Brasil. Foram selecionados 1022 casos e 994 controles no grupo etário de 10 a 25 anos. Observou-se que os nativos e os migrantes que são provenientes de áreas endêmicas tem um risco semelhante de infecção. Por outro lado, o risco de infecção em migrantes não originários de áreas endêmicas parece estar relacionado com o tempo decorrido desde sua chegada em São Lourenço da Mata; aqueles que estão morando nessa área urbana por um período igual ou superior a cinco anos tem um risco de infeção semelhante ao dos nativos. As mudanças na indústria agro-açucareira na Zona da Mata e a expansão das áreas de criação de gado no Agreste impeliram os trabalhadores rurais a se deslocar para vilarejos e cidades. O padrão de urbanização que ocorreu em São Loureço da Mata criou as condições propícias para que se estabelecessem focos de transmissão.

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Referências

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Publicado

2000-08-01

Edição

Seção

Schistosomiasis

Como Citar

XIMENES, R. A. de A., SOUTHGATE, B., SMITH, P. G., & GUIMARÃES NETO, L. (2000). Migração e esquistossomose urbana. O caso de São Lourenço da Mata, Nordeste do Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 42(4), 209-217. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30441